quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Devia esticar

Ai devia devia. Devia esticar a roupa dela e o meu dinheiro. Isto não há carteira que aguente.
A peste vai mudar de sala, vai para a sala dos crescidos da escola dela (antes que alguém pense que a miúda já fez 5 anos, não, na escola dela só
vai até aos 3).

Ora, e assim sendo, e porque o tempo está bipolar, decidi ir ver o que servia. Cheguei a uma conclusão: os ganchos do cabelo!!!!
E mesmo assim não são todos porque ela tem uma juba que Jesus...

Mas a sério, o tempo mudou, achei melhor ela parar de ir de sandálias as 08:30 para escola. Fui ver os ténis, não havia ténis que dessem.
Estava a ficar fresco estas noites, fui vestir-lhe um casaco, parecia que era da prima mais nova!

Lá fui eu dar um salto a primark e trazer meia dúzia de blusas.
Sou honesta, também passei na h&m mas só porque adoro aquilo, nem me atrevi a ir a Zara senão gastava tudo! 
Mas um casaco, umas blusas e 2 pacotes de cuecas depois (vocês já viram bem as cuecas para as meninas na h&m??? Aquilo é qualquer coisa), fiquei mais pobre, mas já estava equipada pra 3 dias.

Sim só isso, porque esta miúda suja mais roupa do que eu consigo lavar...

Ainda compramos uns ténis para passeio e uns para a escola. Ah sim, não sou maluca. Olha ela andar com os ténis da escola ao fim de semana? C'horrore!!

Conclusão, ainda este mês lá volto eu as lojas todas para comprar mais roupa.
Não é só a mãe que sofre, a carteira também!!!!!





domingo, 20 de agosto de 2017

Largar a Chucha

Não está a ser fácil. Depois do desfralde, a conselho do terapeuta da fala e por estar a perceber que ela está aos poucos a ficar com os dentes tortos, decidi que era altura de ela largar a chucha. Preferia claro que a decisão viesse dela mas como não vem... a muito custo lá a escondi.

Não está a correr como pensei. Com a chucha ela deitava-se e passado meia hora adormecia, agora vira-se 50 vezes na cama, chora, há drama na hora de dormir (mais à noite), acorda 4 a 5 vezes à procura, e a pior parte? Adormece tarde muito tarde, e acorda ainda não são 7 de manhã (são 07:30 ela está a tomar o pequeno-almoço e eu aqui).

Espero que isto passe, porque para ser honesta estou a começar a arrenpeder-me de lha ter tirado. As noites mal dormidas não estão a ser fáceis e as poucas horas começam a mostrar os seus efeitos. Nela não claro, mas em mim.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Voltámos

Olá!!

Ao fim de 6 meses ausente (6? 7? não tenho a certeza), decidi dar uma volta no blog e voltar. Mudámos o nome, mudámos o look, basicamente fizemos reset.

Passámos uma fase complicada depois do ataque do cão , não tanto ela confesso. Não tinha disposição para escrever, não me apetecia sair. E isto porque a minha filha tinha uma cicatriz enorme no olho. As pessoas olhavam e apontavam, faziam perguntas indelicadas, não estou a falar de curiosidade isso eu entendo mas de coisas como me perguntarem se a miúda foi atropelada!

Entretanto também comecei a trabalhar, ela começou na escolinha, e o tempo era cada vez menos. Mas como eu nunca fui de baixar os braços, e recebi tantas mas tantas mensagens a perguntar quando podia pelo menos escrever no blog...vamos lá voltar com isto.

 Portanto espero que se divirtam com os meus devaneios (acreditem ainda são alguns) e as traquinices da minha peste.

Neuza

sábado, 17 de dezembro de 2016

Tintas para o banho

Aqui há uns tempos publiquei uma foto da Laura no banho, com uma tinta vermelha. Perguntaram-me como se fazia, por isso achei melhor criar um post sobre isso. A receita foi-me dada por uma amiga minha, mas o pequeno dela não gostou muito da ideia, por isso é melhor testarem se eles acham piada ou não antes de fazerem garrafas disto.

100ml de água morna
4 colheres de farinha
Corante a escolha
E é só misturar. Fiz umas quantas de corante vermelho. Sai lindamente da banheira sem ser preciso esfregar.

Divertem-se eles e vocês com as reações.




Depois disto foi banhoca, a tinta também sai bem de cima dos miúdos 😉

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Adaptação à creche

Começou, posso-vos dizer que andei semanas nervosa com isto. Só de saber que ia estar horas longe da miúda ficava nervosa, mal-disposta mesmo.

Mas tinha de ser, ela tem de iniciar a escola, e eu tenho de voltar a trabalhar. Então ontem lá começou com a adaptação. Ficou 2 horas, correu bem. Assim que a deixei foi a correr para a sala dela (já sabia que estava cheia de brinquedos das visitas que fizemos) não me deu um beijo e nem perguntou por mim. Seria de esperar que uma criança pouco dada a estranhos e habituada à mãe em exclusivo por 21 meses fosse estranhar não é? Mas não! Nada. Só ficou chateada, e estava naquele "choro" dela quando é contrariada quando cheguei. Colinho e mimo e passou.

Hoje de manhã ficou bem novamente, mas de novo não tive direito a beijo! Quando viu os colegas a correr começou a rir-se, mas quis a chucha que a educadora tinha na mão. A chucha é o miminho. Depois de almoço ligaram a dizer que a podia ir buscar. Chegando lá a filha estava a brincar, passou por mim e quando viu "Olha mamã andas aqui" (sim amigas isto sou eu a pensar que é o que a minha filha me dirá) quis colo.

Comeu lindamente, um dos meus medos era esse. E comeu sozinha como andava-mos a treinar. Claro que esta última parte se nota na roupa não é...chegou a casa a dormir.

Amanhã será a parte mais complicada, a soneca. Mas parece que a minha filha gosta de contrariar o meu pensamento e deixar-me mal vista, portanto se calhar a coisa até corre bem!

terça-feira, 25 de outubro de 2016

E se fosse comigo?

Esta história do bebé que desapareceu mexeu muito comigo. Mexeu sim.

Fiquei a pensar imenso tempo ontem "O que é que eu fazia?".

Todas nós mães já deixámos os miúdos sozinhos nem que fossem 30 segundos para ir a casa-de-banho, adiantar o jantar, atender o telefone...todas! Não acredito em melhor mãe do que, não. Acredito que há mulheres que nasceram para ser mães e mulheres que não o mereciam tão pouco.

Mas agora vamos lá a ver, se fosse comigo? A Laura já ficou sozinha a brincar na sala, não na rua, mas na sala. Podia acontecer. O muro daqui de casa não é assim tão alto, alguém podia entrar. A agonia que aquela mãe sentiu não me deixou descansar bem a noite toda. Fiquei a olhar para a minha filha imenso tempo, porquê?

Porque é que estas coisas acontecem? Eles são seres inocentes, quem deve sofrer somos nós pais, não os filhos...O que aquele menino passou sozinho a noite toda, fico mal disposta só de pensar.

Graças a Deus encontraram-no, e está bem (a história não faz 100% de sentido, mas isso agora não é o importante). Esta história teve um final feliz, e não sei quanto a vocês, mas eu não desviei os olhos da minha filha hoje!

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Quando sentes que falhaste

Já sei o que vocês me vão dizer: que eu não tenho culpa. Que não tinha como adivinhar o que ia acontecer. Que a vida é assim... Sim eu sei isso tudo, mas adivinham? Eu sinto que a culpa é minha.

Quando a Lau nasceu eu prometi-lhe que a ia proteger de tudo. Que não a ia deixar nunca. Ia impedir que algum mal lhe acontecesse. Comigo estava segura. E isso não aconteceu. Ao contrário, a miúda teve de ficar uma noite no hospital pelo que eu só posso descrever como "falha" maternal. Eu estava ao lado dela e não consegui impedir nada.

Por isso sim, sinto que como mãe falhei. Falhei no meu único propósito, proteger a minha filha. Porque é isso que as mães fazem, as mães afastam o mal, são a segurança dos seus filhos. Para quem é que eles correm quando estão aflitos? Não é para a tia que dá chupas, é para a pessoa que sentem que lhes dá segurança, a mãe.

Ela continua a correr para mim, vá lá, ainda sente que nos meu braços está segura. Mas eu vou sempre sentir que falhei. Esta foi uma semana complicada. Imensos médicos: domingo, segunda, quarta, sexta... a miúda não pode ver ninguém de bata que chora! Foi a pior semana da minha vida, um pesadelo autêntico. Cada vez que olhava para ela continha-me para não chorar, estava ali a minha falha, a filha ia ficar marcada para sempre por minha culpa. Ainda que ela não se vá lembrar disto tudo, e comece a dormir mais tranquila, eu vou sempre saber e lembrar-me do que ela passou.

Sim sim eu sei, não foi culpa minha, teoricamente isso bate tudo certo. Mas como mãe, vou sempre sentir que falhei.