sábado, 21 de maio de 2016

Henrique, o gato palerma

Acho que já falei nuns desenhos do babytv, senão falei e não estão bem haver o que é vou mostrar.






Ora o gato é o Henrique e o outro com ar de parvito é o Jorge. Os bonecos resumem-se a isto: o Henrique tem fome (e sim, o gato fala na terceira pessoa), e decide ir comer ao restaurante. Chega lá lê a ementa toda e adivinhem? Escolhe sempre o raio do prato que não há na ementa. Pessoalmente eu já tinha desistido de lá ir. O gato quer limonada "oh desculpa Henrique mas nós não temos limões", o gato quer uma sandes "oh desculpa Henrique mas hoje não há pão", o gato quer uma salada "oh desculpa Henrique mas hoje não tenho alfaces"...estão a ver aonde quero chegar? Mas há mais. O gato vai por norma à mercearia porque é lá que o Jorge compra as coisas, chega à mercearia também não há. Mandam-no aonde? Ao Sr. João do camião. Chega ao Sr. João ele já vendeu tudo, e este é o único amigo do gato. E porquê? Porque é o único que lhe diz realmente aonde ele pode encontrar o que raio ele ande à procura. Depois disso vai lá à quinta ou onde seja, e crava sem grandes rodeios "O Henrique tem fome. Será que pode dar um melão ao Henrique? Por favor", e pimbas sai de lá com o que pediu. Ainda hei-de exprimentar isto, tudo o que ele pede dão. Mas porque é que ele não vai directamente à quinta?
Eu é que já descobri a tramóia aqui. Isto funciona assim: o Jorge não faz as compras, ou não quer fazer. E então decide que o gato pode muito bem ir buscar. Também nunca o vi a dar dinheiro para ele comprar as coisas, mas também não vi o gato pagar, ou preços na ementa.


Eu percebo, isto serve para mostrar aos miúdos de onde vêm os alimentos, eu percebo. Mas o Henrique já ia a outro lado comer.

Ps: antes que digam algo, este texto foi feito na brincadeira. Se formos a ver bem quase boneco nenhum faz sentido ;)




segunda-feira, 16 de maio de 2016

Birras

A Laura anda numa fase, digamos, difícil. As "birras" (não acredito que se deva dizer birra, simplesmente contrariamos a criança e ela ainda não se sabe expressar de outra forma).
Ora eu às vezes digo que não, depois explico o porque não, mas a minha filha é tão rápida e tão mexida que admito que lhe digo não mais vezes do que gostaria.
Quando isto acontece podem suceder 4 coisas:
A Laura atira-se para o chão,
Sai a reclamar da divisão da casa onde estamos (esta é a mais frequente),
Bate os pés,
Olha para mim e faz ar de choro.



Imagem babydickey.com


E agora a pergunta: então e tu não fazes nada?
Não. Não faço nadinha. Simplesmente ignoro. Não vou reforçar este comportamento. Deixo-a expressar-se, claro que se vir que ela está a magoar-se de alguma forma tiro-a, e não ligo caso estejamos em público, a filha é minha e as pessoas ultimamente teem muito o vício de julgar. Olhem, comentem, não importa. Eu sei como agir, e se a senhora no pingo doce pensa "havia de ser comigo, levava uma palmada", então tenho pena de si, porque a palmada não vai resolver nada. A criança provavelmente só vai chorar mais.

Quando ela para com a "birra", falo com ela. Explico o porquê, que é perigoso, magoa-se e por aí a fora, e dois minutos depois já não é nada com ela. Já quer colo, brincar, trepar, pelo menos até à próxima vez   que a contrarie.
Não vou gritar ou ficar chateada com um bebé de 15 meses que não entende tudo o que se passa à sua volta. Isto é uma fase, e antes de passar vai piorar, mas a vida de mãe é assim. E não a trocava por nada <3