quinta-feira, 30 de junho de 2016

Deixem-na ser

Deixem os miúdos serem miúdos. Deixem-nos crescer, brincar, berrar, gritar (são diferentes as duas ta), espernear, fazer birras, saltar.
As crianças têm de se sujar, estragar roupa, comer e sujar tudo, partir o vaso preferido da mãe (ou da avó, desculpa lá qualquer coisinha mãe). Se não os deixar-mos fazer isto acontece o quê? Temos múmias, ah sim múmias. Miúdos que não saem de frente da televisão, que reclamam que não querem brincar na rua. E reclamam porquê? Porque quando eram pequenos não iam à rua.

Sim eu sei, as ruas não são seguras como antes, ou talvez até sejam e só há mais conhecimento de tudo o que se passa hoje em dia! Mas temos de os deixar ser crianças. Tenho levado a Laura a passear ao parque, ainda não encontrei um que goste mesmo, e reparo que ela adora correr por lá. Ri-se alto quando vê os outros meninos mais velhos a correr também, acaba por não sair dali que fica a olhar, mas pronto, ao menos brinca um pouco na rua. Não digo para darem o lanche ao vosso filho de 4 anos e dizerem "vai para a rua", não. Mas para lhe dizerem "vamos à rua". Mais tarde talvez, aí com uns 12/13 anos já vá sozinho jogar à bola.

Lembram-se de irem ao parque? De irem jogar à bola? Às escondidas, apanhada...? Eu lembro. E de brincar na escola também. Mas tenho a sensação que os miúdos hoje em dia não sabem brincar a essas coisas. Passo pelo ciclo todos dias, e em vez de ver crianças a correr, vejo-os agarrados ao telefone. Epah, eu também gosto do meu telefone, mas mesmo na altura que já todos tínhamos telemóvel no secundário íamos jogar às cartas. Hoje em dia não, ficam ali a olhar para um ecrã na palma da mão e não falam uns com os outros. Conhecem melhor os "amigos" on-line que os colegas de turma.

Não é normal e não é saudável. Estamos a criar miúdos anti-sociais, estamos sim. Eu própria estou aqui a falar mas há dias que peço a minha filha por tudo que fique quieta 2 minutos em frente a televisão para eu poder despachar a casa. Pouso o telefone todos dias meia hora a uma hora no minimo para que brinquemos as duas. Sim porque já dei pela minha filha a olhar para mim que estava a escrever um texto para o blog, e não tirava os olhos do ecrã do telemóvel.

Temos de mudar, temos de mudar-nos a nós para que eles vejam o exemplo. Em minha casa não há telefones à mesa. E todos dias pouso o telefone, desligo a televisão e brincamos as duas no chão da sala um bocado. Depois corremos pela casa e brincamos às escondidas, ou à apanhada (ainda não percebeu muito bem porque corre para mim). E é assim que tem de ser, brincar com eles dentro e fora de casa.

Deixem os miúdos serem miúdos, não os queiram tão quietos.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

A viagem

Bom, ontem fomos a Lisboa e voltamos. Era uma viagem complicada mas tinha de ser assim.

Eu já tenho experiência em viagens com ela, mas era a primeira que fazíamos só as duas! Então preparei-me bem. Um saco cheio de comer. Sandes de queijo, fruta, sininho de polpa, muita água, bolachas, o almoço da pequena, e claro brinquedos.
A nível de roupa sou uma exagerada, levei 4 mudas extra, mas ainda bem que o fiz!

Saímos por volta das 10 horas da manhã, e como eu sou do contra fiz a viagem por fora das auto estradas, à excepção de 100km. 5 minutos depois de sairmos e já ela dormia, aproveitei e fui sempre a andar, só parei para lhe levantar a cadeira que dormia melhor.

Fiz duas horas de viagem com ela a dormir, acordou a entrada da auto estrada, parei para ela comer e brincar um bocado. Claro que quando entrou no carro de novo adormeceu passado alguns minutos que isto de ir de carro de barriga cheia...tive de lhe mudar de roupa que estava toda transpirada.

Apanhamos a tia no aeroporto, fizemos algum tempo para descansar, ela lanchou e voltamos. Jantamos pelo caminho, e aconteceu algo muito raro. A Laura vomitou no carro. Só tinha acontecido há 9 meses com ela mal disposta. Estava ontem a brincar e veio metade do jantar fora. Parei no meio de nada e limpei-a mudou de roupa, limpei a cadeira...ainda bem que só aconteceu depois da minha irmã já estar connosco, antes ia ser complicado.

Depois disso voltamos a viagem. Chegamos a casa perto das 22, tomou um banho, e foi o que viram não adormecia!

Portanto em resumo, viagens de carro:
Agua, comer e brinquedos e muita paciência porque vão ter de parar umas poucas vezes.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Parabéns a ti

Parabéns a ti que és mãe, carregaste 9 meses um bebé lindo dentro do teu ventre. Tiveste enjoos, e desejos, que dormias demais por causa das hormonas ou de menos por causa da bexiga e desconforto.

Parabéns a ti que durante 9 meses protegeste e fizeste o melhor pelo o teu filho, pelo menos o máximo que pudeste. Que apanhaste sustos e foste a correr para a maternidade. Que mantiveste a calma pois não podias ficar furiosa, apesar de ser a única coisa que querias.

Parabéns a ti que conseguiste ter o teu bebé nos teus braços. Que tiveste um parto normal ou cesareana. Com ventosas ou com ferros, não importa, parabéns pois fizeste de tudo para que ele nascesse sem sofrer.

Parabéns a ti que mesmo com as dores, acordas-te sempre desde a primeira noite para tratar do bebé. Que engoliste o choro ao olhares para o teu bebé por o veres tão lindo e perfeito.

Parabéns a ti que foste para casa com o bebé e aceitaste a 100% o teu papel de mãe sem queixumes. Sabias que ia ser difícil, mas não sabias o quanto. Choraste e temeste mas não importa, conseguiste fazer tudo pelo melhor.

Parabéns a ti que tens um bebé que já passou a fase das cólicas, que já sorri, já palra. Já se mete contigo e faz-te sentir a melhor pessoa do mundo.

Parabéns a ti que vais voltar para o trabalho, ou vais ficar em casa com o bebé. Nenhuma das hipóteses é fácil, mas fazes tudo pelo melhor da tua família.

Parabéns a ti que amamentaste em exclusivo até aos 6 meses, ou mesmo a ti que começaste a introdução dos alimentos. Acredita, nenhuma das duas tarefas é fácil. Numa acordas todas as noites de 3 em 3 horas, na outra o bebé aprende a brincar com a comida ou simplesmente não a aceita.

Parabéns a ti que já tens um filho, ou dois ou três com um ano ou mais. Conseguiste. Pensas que passas-te pelas fases de dúvidas, mas sabes que mais? Elas não acabam, e o teu papel de mãe nunca vai ser mais pequeno ou menos importante nessa casa.

Parabéns a ti, que prescindiste das noites de loucura, que perdeste amigos que não compreendiam a maternidade, que ganhaste as maiores das preocupações. Agora sabes enfim o que é ser mãe, sabes a felicidade e medo que nascem com o bebé.

Parabéns a ti que és mãe, pois não é tarefa fácil.

Parabéns por não desistires, por sacrificares tudo em prol desse ser pequeno que foi uma bênção. Por entenderes que tens de o preservar e tratar pois ele depende de ti.

Parabéns a ti por nunca desistires de ser mãe.







Ps: escrevi este texto depois de ler uma série de notícias ao longo destes dias sobre mães que matam filhas. Não consigo entender o que se passa na cabeça delas, precisava de expressar de alguma forma, mas prefiro saudar a todas as mães que aceitam o seu trabalho com orgulho, em vez de pronunciar sequer pessoas que não souberam tratar do melhor que Deus lhes deu.

domingo, 26 de junho de 2016

Bitaites e outras coisas...

Os bitaites ou palpites e opiniões começam cedo. A partir do momento em que se descobre que se está grávida e continuam depois de o bebé nascer!

Não param. Lembro-me de dizer a uma tia "estou grávida" e a resposta dela ter sido "parabéns amor. Agora come muito bacalhau que ajuda o leite a subir." Ri-me tanto com isto.

Quando estava grávida os bitaites eram os mais comuns:
No meu tempo fazíamos assim.
Os médicos hoje é só mariquices.
Não podes comer sushi? O meu médico deixa fosse a ti via isso.
Não podes fazer a cama da menina antes de nascer.
Quando ela nascer tens de fazer assim.
Não uses nada ao pescoço.
Grávidas não usam preto.
Não comas isso, é só porcaria.
Não pintes o cabelo.
Neuza tens a raiz enorme, vai pintar o cabelo.
Tu é que quiseste ser mãe, tás-te a queixar do desconforto porquê? (este irritou-me tanto)
Estás enorme, tens a certeza que são só dois?
Essa barriga é de menino.
Devias dormir agora, depois não vais dormir bem.


A Laura nasceu e continuaram:
A menina quer se mexer, põe um ederdon no chão.
Isso é sono.
Cólicas.
Ela chora é fome (a típica frase da minha mãe 💖)...
O bebé mama?
Não a deixes fazer da mama chucha.


A maioria das vezes até fico feliz, quem me deu alguns destes conselhos, eram mães mais experientes.
Mas com os bons conselhos vêem os maus ou simplesmente estranhos:

Da bolo de chocolate a menina (ela tinha 2 meses).
Não das papa?
Podes pôr isto (vou ver e é uma pomada que não se podem por a crianças).
Mas não lhe das papa porquê?
Eu dei mel antes de fazer 1 ano. (Tabem, cada uma sabe do seu filho...eu quero evitar).
Não deixes a menina andar tão cedo.
Furaste as orelhas?
Não furaste as orelhas ainda?
Ela dorme muito.
Devias de a "treinar" para dormir a noite toda.
A minha com essa idade já fazia o pino.
O meu comia mais.
Podes dar maxilase, eu dei (mas a tua filha tem 4 anos).
Ela dorme pouco.
Já estás a pensar no próximo?
Tens de a deixar chorar até adormecer. (Não não tenho)
Não queres outro para já pois não?
A menina está com a língua de fora, que desejo tiveste que não comeste? (Hãaaaa????)
Não lhe dês colo que vais habitua-la mal. (Aha, toma toma que a miúda nem é fã de colo e eu dei tanto quanto quis)
Tens de a agasalhar mais.
A menina tem calor tira-lhe o casaco.


Sempre achei piada, porque a maioria das vezes os comentários de uma mãe eram o oposto do que outra mãe me dizia. Já para não falar nas comparações. A minha batia palmas. O meu comia sozinho... Podia ficar aqui um dia inteiro, talvez mais tarde faça um texto com as comparações mais absurdas que já ouvi. Como quando disse que a Laura não falava me dizerem "A minha com 3 meses dizia olá perfeitamente". Até podia ser, e acreditava, mas não era o caso ;)

Acredito piamente que não façam por mal, e que sim, noutros tempos as coisas fossem diferentes. Mas hoje há tanta informação! Se não fossem as inovações e informações novas que temos ainda se davam sopas de cavalo cansado aos miúdos. Se a mãe não quer dar açúcar antes dos 2 anos não dá.
Se a mãe quer amamentar em exclusivo até aos 6 meses ela faz, está provado que é o melhor para o bebé, não se preocupem que ele vai comer a sopa na mesma. Para mim nem 8 nem 80. Açucar antes de 1 ano evitei mas já lhe dei a provar. Já provou marisco, choco, uma série de coisas.

Cada mãe sabe o melhor para o seu filho, salvo algumas excepções que fazem manchete nos jornais sensacionalistas, por isso descansem que elas lá sabem e já se informaram como devem fazer. Duvido que uma mãe que dê iogurtes normais a um bebé de 10 meses, ou uma mãe que infelizmente teve de dar LA não se tenha informado dos prós e contras da situação. Posso dizer que a Laura começou a sopa antes de fazer os 4 meses, e sabem o que fiz? Disse ao pediatra. Essa é a pessoa que deve de estar informada de tudo o que se passa na vida dos nossos filhos.
Toda a gente dá opiniões, temos de saber distinguir as más das boas.



sábado, 25 de junho de 2016

Mecônio

Ontem fiz umas perguntas a uma amiga minha que trabalha na área da saúde, de maneira a que pudesse ajudar-vos caso vos aconteça o que me aconteceu a mim. Ela melhor do que eu poderia resumir e explicar o que fazer. Como já disse no texto sobre o parto da Laura quando as águas rebentaram estavam castanhas, e isso deve-se ao mecônio.



Portanto o que é o mecônio?

O meôcnio é o primeiro cocó do bebé. São secreções corporais que indicam o funcionamento dos intestinos.
Normalmente só é excretado após nascimento e tem um aspecto pastoso escuro, muitas vezes preto bastante difícil de limpar.


Se estiver em casa quando as águas rebentam como se deve proceder?

As águas têm que ser límpidas sem cheiro e sem coloração nenhuma, nestes casos pode tomar um banho tranquilizante e ir para o hospital. Mas chame o INEM pois estará em trabalho de parto e pode ser perigoso ir em carro próprio. Se estiver em casa e a bolsa amniótica rebentar e tiver uma coloração esverdeada ou acastanhada têm de se dirigir ao hospital com serviço de obstetrícia mais próximo.


Quanto tempo temos para que o bebé nasça desde o momento em que as águas rebentam e têm mecônio nelas?

Não há um tempo limite para o nascimento, quanto mais depressa melhor.
Em alguns casos o bebé excreta o seu primeiro cocó no liquido amniótico e isso complica tudo, pois o bebé tem que nascer o mais rápido possível, o contacto do feto com o mecônio no liquido amniótico é um perigo mortal, muitas vezes opta-se pela cesariana nestes casos. Apesar do mecônio ser expelido pelo feto, é tóxico se for inalado.



A Laura quando nasceu foi imediatamente aspirada, após isso disseram-me que tinham retirado sangue para fazer análises. Felizmente vieram com os resultados certos e ela é uma menina saudável. Mas não é um assunto que se tome de animo leve, eu sabia o que fazer e graças a Deus já estava no hospital quando as águas rebentaram.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Não digam a ninguém

Tenho sempre as prioridades certas, o que faz com que cerca de 90% das vezes seja uma boa mãe. A casa está minimamente arrumada, tudo tratado, a miúda comeu, tomou banho, brincámos, vimos os bonecos, uma lista interminável de coisas comuns no dia a dia.


Mas consigo ser outra mãe. Mais desleixada. Ocasionalmente já fui a mãe que:

Não tem cabeça para birras,

Só quer 5 minutos sossegada,

Quer dormir até mais tarde,

Come um chocolate às escondidas,

Esteve mais de 2 dias sem tomar banho,

Não se arranja para ir sair,

Saiu de casa com o cabelo por escovar,

Espera que a miúda adormeça para comer descansada,

Reclama dos brinquedos espalhados,

Senta-se a relaxar no sofá em vez de ir passar a ferro,

Reclama que a bebé não dorme,

Estranha por ela dormir demais,

Dá sumiço a um brinquedo demasiado barulhento,

Deu um pacote de fruta de bledine,

Pôs a miúda a ver televisão mais 5 minutos,

Omitiu coisas quando me fizeram perguntas dela para que não me julgassem,

Ouve 500 conselhos e não cumpre metade deles.


A maternidade não dá folgas, trabalhamos 24 horas, 7 dias por semana para ter a melhor recompensa possível. Pois basta um sorriso da minha filha para aquele dia mau se tornar bom. Por isso é normal que todas nós ocasionalmente tenhamos uma fraqueza, façamos uma batota. E atrevemo-nos a contar isto a alguém? Credo não.


Nódoas negras

Já não sei o que fazer para curar as nódoas negras à miúda. Gastei meio stick de arnidol e nada. Tem as pernas uma lástima.

A Laura como sabem trepa tudo, e quando digo tudo é mesmo tudo, dei com ela na semana passada braços no balcão e pés no vidro da máquina de lavar. Claro que como trepa fica com marcas nas pernas, e faz-me impressão. Não só ela magoa-se e eu não consigo prevenir sempre, como parece que tem sempre pernas de quem andou a esfregar-se toda no chão do parque e não toma banho há 3 dias.

Bepanthene, arnidol, já usei. Curo uma aparecem 5, sim sou exagerada mas desta vez não! Tem as pernas que parece que andou a jogar à bola contra o Pepe.


Se souberem mezinhas caseiras digam, já tentei tudo.


quinta-feira, 23 de junho de 2016

Vestidos de Verão

Estou completamente apaixonada por este. É tão fresquinho, e adorei o pormenor nas costas.

Claro que ela andou toda vaidosa por casa depois não é? Obrigada à MC Closet pelo excelente trabalho. Amanhã já vamos passear o modelito novo à rua. Mãe de menina é assim, tem uma modelo própria.








quarta-feira, 22 de junho de 2016

17 meses

Quase um ano e meio. Passa a correr. Quando das por ti já passou mais um dia, uma semana, um mês. Quando te apercebes já ela começou as sopas, a papa, a fruta. Já se senta, já se põe de pé, já anda, já trepa, já faz traquinices.

O tempo passa a correr, e nós não o acompanhamos. Andamos sempre a correr e nem nos apercebemos, não aproveitamos um dia completo. Nunca aproveitamos completamente porque passa demasiado rápido. O que vale são as fotos. Sempre dá para recordar melhor.

17 meses de sorrisos, de entendimentos, de amor. De noites mal dormidas, de sustos, de carinho, e principalmente 17 meses desde que descobri que agora estava completa.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Bolhas, bolhas, bolhas

Perceberam? Já viram o Nemo? Cá por casa é um dos filmes de eleição 😉
Aniway...

Hoje decidi que sim, íamos brincar com as bolhas, ela adora, eu gosto, a cadela também brinca, tudo muito lindo sim senhoras!

Até aqui a mazona da mãe decidir fechar e arrumar o coiso (se alguém souber o nome do brinquedo de soprar as bolhas que me avise), e a miuda desata num pranto. Os 5 minutos depois da brincadeira acabar consistem em a Laura fazer algumas das seguintes opções:
Atirar-se para o chão,
Espernear,
Fazer "ahhhhhh ahhhhh ahhhh",
Esbracejar,
Sair disparada da sala,
Choramingar,
Sentar-se num canto a fazer que chora,
E este faz sempre, tentar apanhar o coiso das bolas de sabão (Opah como éque  aquilo se chama?)

Nunca faz todas, credo, mas duas ou três faz. Depois distraio-a e passa.

E agora fiquem com as fotos lindas que tiramos hoje de manhã!


BLW Baby Led Weaning

Conhecem? Não? Passo a explicar

O BLW ou Baby Led Weaning, é uma técnica que consiste em oferecer a comida aos pedaços ao bebé. Basicamente nada de papas, eles aprendem a comer sozinhos.

Deparei-me com isto quando a Laura iniciou as sopas, por volta dos 6 meses começámos a praticar. Não tem nada de complicado, pomos o comer à frente deles, eles mexem e escolhem e começam a levar a boca sozinhos. Já é praticado há muitos anos mas agora é que começou a ter mais seguidores. Internet, tem destas coisas...

Acabou-se o tal prrrrrrr que eles fazem com a sopa ou a papa! Comem de forma saudável e aprendem ao mesmo tempo, estão a "explorar" a comida. Começam a diferenciar sabores, aqui em casa ela já sabe do que gosta mais e muitas vezes come primeiro. É muito importante que sejam eles a pegar na própria comida. Ficam mais autônomos.

Agora. Apertura: então mas o bebé não se engasga?
Pode acontecer, mas vocês também não põem o prato em frente ao miúdo e vão passar a ferro! Sentam-se ali ao lado e ficam atentas. Aqui em casa graças a Deus ela nunca se engasgou, mas fez muitas vezes aquele movimento de vómito.
Caso vejam que se está a engasgar toca a fazer a manobra para os ajudar!

O BLW é uma coisa que leva algum tempo, não vão dar arroz aos miúdos 2 semanas depois de começar. Começa-se com alimentos fáceis de mastigar e vai-se progredindo. 

Começa-se com básicos, cenoura cozida, broculos cozidos (fazem uma sujeira enorme), mas tudo cortado num tamanho aceitável para qe eles possam apanhar. A cenoura questionei mais foi a baby, ela pegava bem e trincava. Courgete aos fios ou tiras.
Para a fruta dava banana, cortava ao meio e depois tirava parte da casca com uma faca, ela ficava com uma pega para agarrar e levar a boca.


Imagem goodtoknow.co.uk


Por esta altura já se pode dar abacate, que também é muito molinho é bom. Resta dizer que o BLW inicia-se na fase dos dentes, pelo que é muito bom para eles acalmarem as gengivas.

Nós fomos introduzindo consoante a alimentação que ela podia comer a mão. Sempre coisas moles e fáceis de mastigar. Às vezes dava-lhe algo do meu prato para ela comer, coisas que fossem de acordo com a idade dela claro, nada de fritos. Umas coisas comia com a colher outras deixava-a comer por ela. Com 9 meses "comeu" costeleta de vaca, e ai de quem lhe tirasse o osso!  

O BLW é óptimo, eles levam é mais tempo para comer, mas aprendem sozinhos, não esperem que comam tudo o que lhes metem à frente metade vai para o chão.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

As amigas depois de se ser mãe

Bom, amigas, tema sensível pelo menos para mim. Antes de ser mãe não tinha muitas, nunca fui pessoa de ter muitas amigas, sempre me identifiquei com a frase "poucas mas boas". Acho que houve inclusive uma fase que tinha mais amigos rapazes que raparigas.
Quando saí da universidade, mantive-mos o contacto. Via ocasionalmente algumas e falava com quase todas semanalmente, mesmo as que não falava constantemente sabiam que podiam contar comigo. Crescemos, algumas saíram de casa, juntaram-se, casaram-se, fizeram vida, mas mantinha-mos sempre o contacto.
Até que...até que o teste deu positivo. Aí já algo mudou. Disse a toda a gente que estava grávida, toda a gente mesmo. Queria que as pessoas soubessem por mim. Recebi os parabéns de todos, estava tudo bem, mas com o tempo comecei a perder o contacto com algumas. Até pensei, mas eu ainda só estou grávida, quando ela nascer vai ser como?

E ela nasceu. Nasceu e ao hospital só foi a família, e mesmo assim não foi toda, nem metade sequer. Mas pronto a miúda nasceu a uma quinta a tarde, percebi. Nasceu na época da gripe e metade das pessoas até estavam doentes pelo que lhes agradeci de não irem. Fomos para casa e tudo mudou. Mudou a rotina, as horas de sono, o tempo disponível. E eu continuei a perceber, a minha vida mudou, está mais preenchida e falo de outras coisas, coisas que nenhuma delas fala. Fui a primeira das minhas amigas a engravidar e duvido que alguma delas fale durante horas de fraldas, preço das fraldas, consistência do cocó...vocês sabem.

Mas eis que acontece algo, e recebo uma mensagem de duas amigas a pedir para conhecer a menina, dias mais tarde outra amiga, e por aí sucessivamente.
Fiquei feliz com quem foi conhecer a minha filha depois de ela nascer, com quem já a viu e brincou com ela. Fico principalmente feliz com as amigas que põem um "gosto" no facebook, e perguntam como ela está. Para mim quem me faz essa pergunta tem todo o valor do mundo. Acreditem ou não, há pessoas que conheci em miúda que simplesmente ignoram as fotos da Laura.
Mas, e as que não perguntam? E as que não a vêm, ou viram só porque sim, porque calhou eu ir na rua com ela? Pois, essas não serão amigas não é? Para mim amiga é alguém que se preocupa, se não me liga muito menos à minha filha pois bem não é amiga. Com isto quero dizer que, ninguém é obrigado a gostar da minha filha, mas há um senão, se não gostam dela são cortados da minha vida. Se não têm "tempo", como já ouvi tantas vezes incluindo de familiares, para conhecer o meu maior amor, tudo bem; o problema é que o facebook conta tudo e eu sei que têm tempo para ir as marchas ou passear por Lisboa depois do trabalho, e não podem tirar 15 minutos de um mês para perguntar ou visitar a criança. Uma amiga verdadeira arranja tempo, procura ir lá a casa pois sabe que com um recém-nascido, ou neste caso uma bebé de 16 meses, não vamos ao bar, quer ver o bebé que se vai juntar ao grupo, quer ser uma "tia" emprestada, e por isso ela é que nos procura.

Portanto, resumindo a coisa, quando se engravida e tem um bebé as amizades fazem puff (quase como o chocapic), mas não se alarmem, ganhei imensas amigas depois da Laura nascer. Algumas até são chatas que ligam todos dias (estou a brincar está bem? Ainda levo porrada).

Aprendi há muito tempo que os amigos vêm-se nos maus momentos, e aprendi há quase 17 meses que os que tenho desde que a Laura nasceu terão sempre um lugar especial no meu coração.

Paranóias

Tenho uma confissão a fazer, sou paranóica. Sou admito. Não posso ver nada que se assemelhe a algo que eu não queira que começo a bater mal.
No outro dia a Laura caiu, e eu até estou relativamente habituada porque ela não para quieta, mas ela bateu com a cabeça na mesa. Pronto eu já não sabia o que fazer. Lá liguei para a saúde 24, que me mandou vigiar. Mas na minha cabeça aquilo era o fim do mundo. Ela tinha feito um galo, coisa inédita! Então e se ela tivesse algum sintoma e eu não desse por isso? 
Ontem apanhou o fenistil. Eu nem sabia que havia fenistil cá em casa! Foram 2 segundos com ele na mão, mas a minha cabeça começou logo "Pôs na boca? Não pôs na boca? O tubo não está aberto, mas..."
Tento ser mais descontraída mas é complicado. Sozinha com ela o dia todo, ponho muitas vezes em causa se estou ou não a fazer algo de errado. Quem é que estou a enganar? Ponho muitas vezes em causa se estou a fazer algo errado.
A verdade é que ninguém nos prepara, nem consegue preparar, a 100%. Por isso quando se é mãe pela primeira vez, muitas das vezes andamos as apalpadelas.
E quando se tem medo de tudo, pior ainda. Cheguei à conclusão que ser mãe é andar com o coração nas mãos. Não é fácil, não. Mas é muito recompensador.

E vocês? Qual foi a maior paranóia como mãe que tiveram?


domingo, 19 de junho de 2016

Festaaa

Ontem fomos aos anos do Kiko. O primo fez 5 aninhos e convidou a Laura para lá ir cortar o bolo.
Chegámos, ele abriu a prenda, e os miúdos têm uma coisa maravilhosa chamada espontaneidade, porque de repente oiço o kiko dizer "não vem ai mais ninguém?". Esperto...
Brincou muito, correu que se fartou, comeu até  ficar cheia, aliás ela descobriu onde era a mesa e que lhe chegava facilmente, cada vez que olhava para ela tinha comida nas mãos.
As 19 viemos a casa, tomou um banho rápido e jantou (sim, mesmo depois de tudo o que comeu na festa a Laura ainda jantou metade do prato), e fomos ver o jogo. Andava lá a correr com os primos, estava eufórica ontem. O problema foi quando a começo a ver com sono, e tentei que ela dormisse, não quis. Estava cansada mas faltava-lhe a cama. O jogo acabou e viemos para casa. Leitinho quentinho, aninhou-se e deixou-se dormir até de manhã. É uma santa esta miúda.


sábado, 18 de junho de 2016

Empadão de carne e legumes

Não sabia o que fazer para o almoço dela, então lá decidi inventar. A Laura adora comer com tomate, fiz um empadão com legumes como ela gosta.
Dá para duas doses dela e uma nossa. Mas a minha filha come bem


Purê:
6 a 8 batatas consoante o tamanho
Leite q.b
Noz moscada

Fácil, só por as batatas a cozer, depois escorrer a água é misturar o leite aos poucos, até obter uma consistência aveludada. Antes de finalizar deitar uma pitada de noz moscada.


Carne
Usei 2 hambúrgueres de vaca
1 talo e meio de aipo
1 cenoura média
1 tomate
1 pacote de polpa de tomate
1 chalota
1 dente de alho
Azeite
Queijo ralado (opcional)

Picar a chalota e o alho, por ao lume com um fio de azeite. Cortar os legumes do tamanho pretendido, no meu caso cortei em cubos pequenos.
Quando a chalota e o alho estiverem prontos deitar os legumes e refogar durante 5 minutos. Deitar a carne, deixe-a ganhar uma cor. Deitar a polpa com um pouco de água e tapar durante 15 minutos sensivelmente. 
Desligar o lume, deitar o queijo ralado e mexer.

Deitar a carne com os legumes num tabuleiro pequeno. Por o purê por cima. Se quiser pincele com um ovo. Vai ao lume para dourar.

Servir. 




É óptimo para miúdos que não gostam de legumes, porque nem dão por eles.




sexta-feira, 17 de junho de 2016

Dificuldades do inicio da maternidade (amamentação)

Quando estava grávida, sonhava com o dia que iria ter a minha filha nos meus braços, o dia em que lhe iria dar mama. Era uma coisa que queria muito, mesmo muito, e que infelizmente não se realizou.

A Laura nasceu, e no recobro quando a metem para mamar, a miúda não fazia a pega por nada, nem com ajuda da enfermeira, nem com a minha, nada. Mamou razoavelmente bem quando me meteram os bicos de silicone. Aí sim ela mamou e eu fiquei tão feliz. Nessa noite, não dormi que fiquei a olhar para ela, e tive muita dificuldade para que ela mamasse decentemente. Sem os bicos de silicone ela não queria. Avisaram-me que ela podia ter de tomar suplemento, mas eu estava decidida que não. Fomos para casa, e em casa sucedeu o mesmo. Comprámos uma lata de Nan. O problema foi que dias depois ela já nem isso, comecei então a tirar o leite com a bomba, mas por algum motivo a bomba só me puxava 70ml em conjunto dos dois peitos. Comecei a preocupar-me, levava meia hora em cada peito e não saia nada decente. Cada vez ela bebia mais leite artificial e menos leite materno.

Tentei de tudo, desde produtos naturais que aumentam o leite, a massagens, a mezinhas que as nossas mães dizem como comer bacalhau, nada resultava. Chorei, chorei muito mesmo. Sozinha no quarto de madrugada quando ela não mamava e eu tinha de ir aquecer o leite, o pouco leite, que tirava. De ter de lhe dar suplemento, sentia-me a pior mãe do mundo por lho dar. Se eu era a mãe dela eu devia de conseguir alimentar a minha filha sem ter de recorrer a isso. Duvidei de mim imensas vezes, sentia-me culpada de estar a privar a minha filha a algo que todos os outros bebés tinham. Eu sabia que o leite materno era muito melhor para ela a todos os níveis. Comecei a ficar depressiva, esta história estava a dar cabo de mim. Tive um baby blues muito prolongado. Achei mesmo que não ia ter aquele laço que liga mãe e filha, aquela conexão que todas as mães falam, pensei que a minha filha ia gostar menos de mim.

Não sei o que me aconteceu, mas um dia decidi que isto não me ia deitar mais abaixo. Não me podia sentir culpada, se estava a alimentar a minha filha na mesma. Sim, era leite artificial e não materno, mas pelo menos era leite. Não passava fome. Não era a melhor mãe do mundo, não ia ganhar um prémio, mas sabia que não era a pior. Sabia que apesar de tudo estava a proteger a minha filha como podia, estava a fazer tudo o que me era possível. E a verdade é que ela é uma bebé extremamente saudável e sorridente.


Bendita prioridade

Então não virou lei? Aleluia. Depois do meu texto sobre as chatices que tinha com o não me darem prioridade no atendimento, saiu a lei a dizer que tinha de se dar prioridade a grávidas, idosos, doentes, pessoas com deficiência, pessoas acompanhadas de crianças de colo (de colo, não é ao colo), e outros casos específicos que necessitem de atendimento prioritário.

Então hoje lá fomos nós aos correios, parti uma havaiana pelo caminho, e não estava com cabeça para esperar. Pedi ao rapaz da caixa e ele não vai de modos: "Claro que sim, ninguém se vai importar de dar prioridade. E se se importarem, agora é lei. Prioridade é um direito". Fiquei tãooooo contente. Até me apetecia dançar. Despachámo-nos mais ou menos pela altura que se tivesse tirado senha iria-mos ser atendidas, e fomos passear.

Fica o link da lei de prioridade no atendimento para dúvidas. E como o dia tinha começado mal mas depois até correu bem, fiquem lá com umas fotos da miúda toda vaidosa de macacão novo. Sou uma apaixonada por macacões.






quinta-feira, 16 de junho de 2016

Eu hoje fiz um disparate

Eu não, ela!

As peças do lego andavam a desaparecer cá em casa. Aliás, uma série de coisas andam a desaparecer cá em casa. Já ando há dias há procura daquelas peças de metal que se encaixam na batedeira, ela roubou-mas da gaveta enquanto fazia o jantar... mas estou-me a desviar do assunto.

As peças do lego andavam a desaparecer. Ela tem bastantes, adora brincar com o lego, e de me dar as peças para segurar. Tenho o estatuto de segura peças em espera cada vez que ela brinca. Procurei a sala toda, vi debaixo da cama, nada. Na cozinha, casas de banho, e nada! Onde estão as peças do lego?

Hoje, quando fui espreita-la ao quarto vi o que ela estava a fazer com as benditas peças:




Ah pois. Estão metidas no espaço entre a minha cama e a parede. Lá vou eu desviar a cama e apanhar as 23 peças, as chuchas e o comando da Wii, que ela conseguiu enfiar ali.
Como é que ela apanhou o comando? Ele estava tão bem guardado...

Tecnicamente até fez dois disparates, mas deixem lá ver como corre o outro que depois conto-vos.

O parto

Há meses atrás disse que falaria do meu parto aqui, e a verdade é que escrevi o texto mas nunca o publiquei.

Quando descobri que estava grávida da Laura, a primeira pessoa que me disse o dia exacto a que ela ia nascer foi a minha mãe, dia 23 de Janeiro. Fui à médica e coincidência ou não ela disse o mesmo. Chamem-lhe intuição se quiserem, a minha mãe apontou para o dia 23 de Janeiro e disse que a neta ia nascer naquele dia. Sabia isto tal como sabia que eu estava grávida de uma menina e não de um menino como me disseram.
Os meses passaram, a data de parto foi alterada e passou a dia 26 de Janeiro, mas a minha mãe continuava firme que era a 23. Por esta altura a minha irmã começa a dizer também que a miúda nascia a 21, creio que havia mudança de lua por esta altura, daí elas estarem as duas a apontar para estes dias. Comecei a dizer que a miúda ia estragar os planos das duas, e estava certa.
Ora o marido, sendo inteligente, apanhou uma bela de uma constipação 3 dias antes da miúda nascer. Ficou de cama, cheio de febre, e adivinhem lá o que aconteceu? Pois claro, eu apanhei também. Dia 20 de Janeiro dormi imensamente mal, cheia de dores nas costas, mal estar, febre... por essas razões dia 21 lá fui eu ao hospital (a minha irmã toda feliz quando eu ligo a dizer que talvez ficasse), mas mandaram-me para casa. Contracções irregulares, e sem dilatação. Medicamento para a gripe e repouso foi o que me disseram. Pensei para mim, bom amanhã tenho consulta, vou descansar.
Passei a noite a levantar-me, não dormi mais de uma hora seguida. Fui 50 vezes à casa de banho, coisas normais no final da gravidez quando já se está do tamanho de uma das luas mais pequenas de Júpiter como eu, e estava cheia de sede. De manhã estava imensamente cansada, sentia umas moínhas nas costas, a única maneira de explicar que tenho é dizer que pareciam aqueles aparelhos de massagens sobre os meus rins. Tomei o meu banho, despachei-me, as dores não passavam. Pensei "bom vou à consulta, a Dra diz-me o que é isto". Não, não me lembrei de cronometrar se seriam contracções, sabem porquê? Toda a gente me falava horrores das dores do trabalho de parto, e eu ali como se nada fosse. Chego ao hospital e lá vai a Neuza a casa de banho, e vejo sangue, "boa, já não volto a casa hoje, e eu que não trouxe a mala." Claro que me preocupei com isto, eu preocupo-me sempre com coisas sem nexo, preocupei-me com isto e em informar o Ricardo que ficou mais branco que a parede. Meia hora no ctg, contracções de 8 em 8 minutos, e eu como se nada fosse. 2 dedos de dilatação, solução da médica? Andar. Andei há volta do hospital o que me pareceu cerca de uma hora. Subo de novo, a médica dá-me o papel para fazer o internamento. Resta dizer que por esta altura eu estava grávida de 39 semanas e 3 dias, imaginem o grande que estava.


39 semanas


Chego ao quarto às 15:30, o Ricardo vai a casa buscar a minha mãe e irmã, e claro as malas não é? Lembrei-me lá eu das malas quando saí de casa, eu ia só à consulta. Visto aquela bata toda sexy, fico quieta na cama, vem a enfermeira. Tinham de me tirar sangue para saber se me podiam dar a epidural, porque eu tinha tido febre. Depois do trabalho dela feito ela sai e eu sinto algo a escorrer quente nas minhas pernas. Levanto o lençol e fiquei em pânico, as águas rebentaram, mas estavam castanhas, eu sabia o que era, mecônio! Chamei a enfermeira, ela acalmou-me pois a menina estava a ser monitorizada, não havia problema, se vissem que ela não estava bem era feita uma cesariana de emergência.

O Ricardo chega com a minha família, eu assustada, e por esta altura as moínhas já eram contracções a sério com espaços de 2 em 2 minutos. Não podia levar epidural sem ter o resultado dos exames. Mordi o lençol, dei um grito ao Ricardo para que se calasse pois o rapaz comentou as minhas contracções, e sinto algo escorregar em mim. Assustada digo a minha mãe que a Laura vai nascer. Vem a enfermeira, que me diz que é impossível, mas vai confirmar, e surpresa? A cabeça da Laura já estava mesmo ali. Chamam a médica, e eu espero. Espero 10 minutos, e não aguento mais, sentia a miúda a querer sair. A minha mãe destapa-me e vê sangue, chamam de novo a enfermeira. Avisam a minha médica, mas ela está numa consulta. Chama-se o médico das urgências as coisas estavam a acontecer muito depressa, preparam-me para ir para a sala de partos.

Chegando a sala de partos elas deitam-me de lado (coisa que eu devia ter estado sempre, mas com as contacções era impossível), dão-me a preparação para a epidural e passou tudo. Quais dores? A minha médica chega logo após isso, veste-se rapidamente. Fiz força 4 vezes, duas mal e por fim duas bem. A Laura nasce às 17:42, e não tive aquele momento lindo que todas as mães têm, em que a médica pousa o bebé recém-nascido em cima da mãe, o pai corta o cordão... não, eu não tive, porque a minha filha foi levada de mim. Lembro-me de a enfermeira que a levou dizer "Meu Deus que bochechas", mas não me podia mostrar a menina. Eu só queria ver a minha filha. Mas ela tinha de ser aspirada devido ao mecônio.
Finalmente oiço-a chorar. Primeira pessoa a sair da sala onde ela estava foi o pediatra, que olha para mim, sorri e diz "Tem mau feitio, é mesmo mulher". Ela sai de lá de dentro ao fim de 5 minutos, linda, já vestida. Com as maiores bochechas que eu já tinha visto na minha vida. Foi como se eu descobrisse finalmente o que era paz, amor, alegria. Deitaram-na sobre mim, e ela calou-se e abriu os olhos. Não vos sei explicar, mas ali naquele momento, eu sabia que tinha nos meus braços, alguém que eu ia amar incondicionalmente para sempre.

Ela nasceu felizmente saudável apesar do contratempo, com 3,165kg e media 47cm. Não tinha uma única ruga. Uns olhos enormes e cheios de amor, sem muito cabelo. Lembrou-me a minha irmã em bebé. Mamou pouco depois no recobro, e esta parte foi complicada, mas explico noutro dia noutro post.

Dia 22 de Janeiro de 2015, foi sem dúvida, o dia mais feliz da minha vida.


quarta-feira, 15 de junho de 2016

Sou uma Pãe

Ora, eu tenho post's guardados sobre o parto, sobre amigas, sobre uma série de coisas. Mas fica para outra altura, hoje vou-vos falar um pouco de mim

Sou mãe de primeira viagem, da minha pestinha de 16 meses. Não trocava por nada é certo, mas sou mãe e pai.
Não, o pai não nos abandonou calma! Acontece que trabalha fora e só vê a pequena de tempos a tempos. Vem duas a três vezes por ano de Angola, tal como os meus pais que também lá estão.

Não é fácil, para nenhuma das partes. Para eles que não vêem a menina sem ser por fotos, pois fizeram o sacrifício de ir trabalhar longe, e para mim que estou afastada de metade da família. A solidão muitas vezes toma conta do meu estado de espírito porque convenha-mos, não dá para ter uma conversa séria com a minha filha. Às vezes a companhia faz falta, até porque nem tenho muitas amigas aqui (mas isso falamos noutra altura). Muitas vezes pergunto-me se estou a fazer o mais correcto, se tomei a opção certa para a miúda, se não devia fazer assim ou assado...dúvidas atrás de dúvidas. Mas sim, muitas vezes sinto-me desamparada, mais do que aquelas que devia, mas sou a mãe dela. Nessas alturas há que afastar as dúvidas e arregaçar as mangas. Quando é uma queda, a raridade de ela não querer comer, os dentes, tenho de ser mais forte do que sou e continuar. A única coisa que eu quero que ela saiba é que a mãe está sempre aqui para ela. Tive o melhor dos exemplos de como ser uma mulher com M grande, a minha mãe.

A todas as mães, que são pães (paí e mãe), o meu mais sincero abraço e aplauso, desdobram-se em dois, e fazem sacrifícios. Mas amor não falta a esse bebé.



Imagem retirada do site successpraxis.com



terça-feira, 14 de junho de 2016

Maquinetas de gastar dinheiro

Ao que parece, pelo menos para já, não vou ter de gastar dinheiro nessas coisas que se põe as moedas e os miúdos andam. Pus a Laura numa hoje e ela tremia por todo o lado. Agarrou-se com força e tirei-a de lá. Abraços e mimos e passou.




Mais uns anos e chora porque quer andar.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Quem compra isto? Nº2

Aqui ha uns tempos fiz uma publicação sobre o perfume com cheiro a plasticina, e hoje como não sabia o que escrever, lembrei-me que o perfume não era a única coisa estranha que vi.

Estão prontos? Estão?




Imagem tradeboss.com


Chama-se WhyCry, e para que serve? Para nos dizer porque é que o bebé está a chorar. Pois, eu pensei, então mas nem eu as vezes sabia a maquina vai saber?
Tem as categorias: aborrecido, com sono, com fome, chateado, e stressado. Ora bem, então e fralda suja? Com medo?
A mim isto parece mais uma coisa daquelas coisas que ninguém sabia o que inventar, e pronto. Sai esta beleza. O mundomesta louco...qualquer dia inventam um que traduz literalmente o choro do bebé.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Calor

Sempre apareceu, e veio em grande o malandro. Podia ter avisado. A miuda tem dormido mal, sente-se incomodada com tanto calor, e dorme só de fralda...





Que mais se pode fazer? Ao menos dorme fresquinha 😉

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Chucha

Adoro a chucha. A pessoa que a inventou era um gênio!
A Laura usa chucha desde cedo, aliás ainda na maternidade usou. Nas noites complicadas com cólicas, a chucha era a minha melhor amiga. Quando lhe começaram a nascer os dentes, ela esfregava a chucha nas gengivas.
Hoje em dia, com 16 meses ainda usa chucha. Para dormir e para brincar. Quando está triste, colinho e chucha resultam sempre. Quando dorme mal...tantas ocasiões.
Por isso, caras pessoas que gostam de dar bitaites, quando virem a minha filha com a chucha na boca, não digam "é caca.", "dá para deitar fora", "vai para o lixo", ou mesmo "já és grande".
Não, ela não é grande, a chucha não é caca é uma amiga, e amigas não se deitam fora. Com esses comentários só me vão confundir a miúda, e estejam descansados que duvido que ela com 15 anos vá para o secundários de chucha. Quando ela não quiser mais a chucha, nós guardamos.



Imagem littleduckies