sexta-feira, 29 de julho de 2016

Medos de uma mãe de primeira viagem

Mais uma sugestão de tópico. Este é um assunto extremamente sensível. Nem todas sofremos destes medos, e outras sofremos demais com eles. No meu caso eu tinha medo de tudo no primeiro trimestre. Tudo.

O maior medo, e creio que todas nos identificamos com ele será o:

Medo de perder o bebé
Este medo é maior durante a gravidez. Eu não fazia nada sem ordem da médica. Mudei a minha alimentação, fazia tudo direitinho...mas o medo acompanhava-me. E sim, sei que viver com o medo é pior. Mas e ia fazer o quê se não conseguia tirar isso da cabeça?

Medo do parto
Não era o meu maior receio, admito. Mas o de muitas mães que conheço era um grande medo. Eu só queria a epidural (boa não é? Eu que queria a epidural só levei a preparação e ali 5 minutos antes da miúda nascer).

O medo de faltar alguma coisa
Culpadíssima disto. Eu comprava tudo o que me impingiam. Tudo. "Ah olhe esta toalha de banho faz maravilhas, seca os miúdos e veste-os", "Olhe este babete vai fazer mais falta que os outros", "Estas traquitanas que eu desconheço para o que servem vão-lhe fazer imensa falta quando a menina nascer". Sim, é verdade. Acho que se não fosse a minha mãe já era dona de umas lojas de puericultura.

Medo de não saber lidar com o bebé
Sim, eu sofri isto. Ok, vou ter um bebé e o que é que eu lhe faço quando começar a chorar? Como é que eu vou saber que choro significa o quê? Valha-nos o instinto materno. Mãe tinhas razão, aprendemos a diferenciar o choro.

Medo da morte súbita
Acho que vivi os primeiros 6 meses da Laura empoleirada de noite no berço dela. Tinha pânico, pânico disto. E depois de ler que o Leite Materno diminui 80% o risco de morte súbita caiu-me tudo. A Laura tomava Leite Artificial. Felizmente correu tudo bem. Mas sei bem é um tema que nós mães nem gostamos de falar.

Medo de ser má mãe
Este é sem sombra de dúvida o maior medo que todas nós temos. Desde o momento em que engravidamos que este pensamento se aloja no nosso cérebro qual sanguessuga e ocasionalmente nos põe em dúvida quanto às nossas escolhas. Tenho uma informação para as grávidas que me leêm e as mães de bebés com menos de 1 ano: o medo perde-se mas a dúvida fica. Todas fazemos asneira todas. Os miúdos crescem, começam a fazer asneira, caem, magoam-se e nós vamo-nos questionando sempre. (Vai na volta sai daqui um bom texto um dia...)


E pronto foi isto, acho que não me esqueci de nada! Não sofri de todos eles, mas da grande maioria sim.




Estou grávida

É capaz de ter sido a coisa que mais disse naquele dia. No espaço de 10 minutos contei há casa toda, contei como quem diz que há minha mãe nem consegui articular frase nenhuma tal era a alegria. Dei-lhe o teste e pronto. Descobri no início da gravidez, com muito pouco tempo.

O meu instinto automático foi jogar as mãos à barriga. Depois de uma série de pensamentos meio descabidos, estava em choque, caí em mim. Pensei "somos 1". Eu tinha alguém a crescer em mim. Tinha outro coração a bater junto com o meu. O calor e a onda de amor que me acertou naquele momento foi tal que não vos sei explicar, parecia que mais nada no mundo era importante. O tempo parou ali.

Tive de parar 5 minutos e meter as ideias em ordem, não conseguia parar de sorrir e de olhar para o teste. Felizmente ainda tudo dormia. Tinha aqueles 5 minutos para me preparar psicologicamente. Tinha 5 minutos para sermos só nós. Só eu e a minha ervilha.

Pensei em tudo o que tinha de fazer, o principal era saber de quanto tempo ao certo estava. Tinha de saber se estava tudo bem com o bebé. O meu bebé, o bebé que crescia dentro de mim. Eu estava a gerar uma vida, bolas, eu era importante! Foi assim que me senti, a pessoa mais importante e amada de sempre. Acho que foi a primeira vez na minha vida que senti amor por mim mesma. Ali soube o que era auto-estima.

Agora tinha de ter cuidado, eu já não estava sozinha. Nada do que fizesse afectava-me só a mim. Contei a toda a gente que estava em casa. Acordei-os mesmo. Durante a manhã falei com familiares, a minha mãe contou a uns, eu a outros. Era uma alegria imensa. Nunca me tinha sentido assim.

Estou grávida. Disse-o o dia inteiro a quem me ligasse. Quer dizer, ao meu pai disse que ele ia ser avô. Acho que ele levou um bocado a assimilar a coisa, mas depois dez-se luz. Mas nenhuma reacção bate a da minha irmã que primeiro se agarrou a mim e depois soltou-me e ficou a olhar para mim como quem diz "Agora não te posso agarrar com força". E chegou à escola deu um grande grito "Vou ser tia"...


Foi um dia incrível sem dúvida, mas mais 244 dias ainda estavam por vir.







10 pensamentos quando descobri que estava grávida

Lancei uma pergunta no facebook: O que gostavam que abordasse aqui no blog.
A Patrícia Moutinho disse: Os primeiros pensamentos que nos ocorrem quando sabemos que estamos grávidas!

Descobri que estava grávida a uma quinta-feira dia 22/05/2014 (hã mãe? Não me lembro do que me perguntaste há 5 minutos mas isto não se esquece). Não contei a ninguém que ia fazer o teste, nem sequer que o tinha comprado. O medo era tanto que nem me atrevi fazer chichi no pauzinho, fiz no copo. Não me entendam mal, eu tinha era medo de não estar grávida. Só estávamos a tentar há um mês. 

Foram os 3 minutos mais longos da minha vida. Qual criminosa ponho a caixa do teste dentro de um saco preto, e saio pé ante pé de casa para deitar o saco no lixo. 2 minutos, só tinham passado 2 minutos. Olha que se lixe eu vou espreitar que já não aguento. E qual não é o meu espanto quando me deparo com um grandessíssimo "Grávida". Isto foi o que sucedeu na minha cabeça no espaço de 2 minutos:

Primeira reacção: 
Wow, já? Foi rápido. (e automaticamente joga-se as mãos à barriga).

Segunda reacção:
Então e agora?

Terceira reacção:
A quem é que eu digo primeiro? Está tudo a dormir...

Quarta:
Será que consigo guardar segredo até ao jantar? Não, eu não me aguento até logo à noite.

Quinta: 
O meu pai? O meu pai nem sabe que eu estava a tentar...bem mas o meu pai está fora. A minha mãe é que vou contar cara a cara.

Sexta:
Então, se for menina? Gostava tanto que fosse menina. Também gostava que fosse menino. E se forem gémeos?

Sétima:
De quanto tempo estou? Tenho de marcar médico para saber se está tudo bem.

Oitava:
Eu tenho de contar a alguém, ainda rebento. Não admira que os soutians não me servissem.

Nona:
Tenho de ter muito cuidado. Não sei nada sobre isto. Melhor comprar uns livros...

Décima:
Quando é que nasce? Oh meu Deus, o parto!!!!!!!!!!!


E resumindo muito a coisa porque senão ficávamos aqui até ao ano que vem, foi assim. E vocês?





Sopa de beterraba

Esta sopa é capaz de ser das sopas que ficam mais lindas. Tenham em conta que depois disto vão ficar com nódoas na roupa que podem tirar usando estas dicas, ah e o cocó vai sair extremamente vermelho. Não se assustem.


Ingredientes:
3 batatas médias
1 alho francês
1 maçã
1 beterraba
1 dente de alho (opcional)



Preparação robô de cozinha:
Colocar os legumes no copo, com água (eu nunca encho muito, faço sempre puré).  Programar a temp.100, vel.1 durante 25 minutos. 
Triturar na vel.4/vel.7 durante 1 minuto. Costumo também pôr no turbo durante 10 segundos.
Antes de servir deitar um fio de azeite a gosto.



Preparação:
Num tacho colocar os legumes previamente arranjados com água 
(eu nunca encho muito, faço sempre puré). Cozinhar durante 25 minutos. Passar pela varinha mágica.
Antes de servir deitar um fio de azeite a gosto.






As receitas aqui apresentadas não dispensam as recomendações alimentares do seu pediatra ou médico de família.

Creme de cenoura com ervilhas

Vamos lá a ver como isto corre. Para primeiros post's vou pôs sopas. De ter em atenção que as sopas da Laura não são líquidas mas sim puré, é a maneira de ela me comer sopa, sempre foi.


2 a 3 doses

Ingredientes:
2 Cenouras
1 Courgete (sem casca)
1/2 Cebola
1 Batata (grande)
1 Dente de alho (opcional)
Ervilhas a gosto


Preparação robô de cozinha:
Colocar os legumes no copo previamente arranjados, à excepção das ervilhas, com água até meio dos mesmos. Colocar as ervilhas na varoma dentro de uma pequena taça, formada com papel de alumínio, e deitar alguma água. Programar a temperatura varoma, vel.1 durante 25 minutos. (Aqui é a parte em que despejo alguma da água para ficar um puré).
Reservar as ervilhas. Triturar na vel.4/vel.7 durante 1 minuto. Costumo também pôr no turbo durante 10 segundos.
Deitar as ervilhas por cima do creme. Antes de servir deitar um fio de azeite a gosto.



Preparação:
Num tacho colocar os legumes previamente arranjados, à excepção das ervilhas, com água até meio dos mesmos. Cozinhar as ervilhas à parte num tacho pequeno (senão vão andar à caça). Cozinhar durante 25 minutos. Passar pela varinha mágica.
Deitar as ervilhas por cima do creme. Antes de servir deitar um fio de azeite a gosto.






As receitas aqui apresentadas não dispensam as recomendações alimentares do seu pediatra ou médico de família.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Carta á minha filha - para leres daqui a uns anos

Olá meu amor

Sei que nem sempre sou a pessoa mais amorosa do mundo, que às vezes me chateio contigo, que nem todos os dias tenho paciência. Que já te fiz chorar porque te disse não quando tu querias muito alguma coisa, já me chatiei e tirei-te de algum lado porque para mim era perigoso, apesar de tu não saberes isso. Sei que hoje não entendes ainda nada disto, mas um dia vais perceber.

A primeira coisa que tens de saber é que a mãe ama-te. Seja ontem, hoje ou amanhã eu amo-te. Nada nem ninguém vai mudar isso! Sim posso ser uma chata, e sim ainda te vou contrariar muito pela tua vida a fora. Mas lembra-te a mãe ama-te.

Não é fácil estar-mos sozinhas as duas, torna tudo mais complicado porque tu há dias que não queres mais ninguém. Mas isso também me sabe bem. Não vou mentir, sabe-me bem quando tu só me queres a mim. O dia que tu me disseres que não queres estar comigo, que vais com a tua amiga não sei onde vai partir-me o coração. Porque lembra-te a mãe ama-te.

Mas também há dias que a mãe precisa de 5 minutos para a cabeça não explodir. Aqueles dias em que tu decides que tens de trepar a mesa. Ou tirar a roupa da máquina. Ou espalhar o comer da cadela. Não, não estou farta de ti meu amor. Só preciso de 5 minutos para não explodir a cabeça. Mas lembra-te a mãe ama-te.

O dia que fores para a escola vai-me custar horrores, às vezes penso nesse dia, a sério. Não é para já claro, mas penso nisso. Porque apesar de dizer que preciso de 5 minutos também não me sei estar horas sem ti. És a minha companhia e eu a tua, as duas enchemos a casa. Eu com brincadeiras para ti e tu com o teu riso a quem ninguém fica indiferente. Vai ser um dia estranho, mas lembra-te a mãe ama-te.

Sei bem, não entendes nada disto para já. Mas um dia mais tarde vais ler isto, e vais entender que não é fácil, mas a mãe sempre fez o melhor para ti, quer tu gostasses ou não. Ainda temos um longo caminho juntas, felizmente isto é só o início. E vou sempre escolher o melhor para ti, sempre. Porque a mãe ama-te.

A mãe ama-te e vai sempre amar-te. 

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Cheirinho a bebé

Adoro, adoro, adoro.

Quando a Laura nasceu esfregava-a em mim não estou a brincar. Cheirava a nuca da miúda, cheirava-a a dormir, acordada sei lá. Parecia que estava viciada naquilo. 

Mas agora tem 18 meses...e ainda cheira 😃

Sim, a minha filha ainda cheira a bebé. Claro já não tem tanto cheiro como quando nasceu, mas os produtos da mustela ajudam muito a que continue a cheirar. Eu admito, dou banho a miuda com as coisas da mustela mais por causa do cheiro do que outra coisa qualquer!

Mas não sabe tão bem aquele cheirinho bom de bebé encostado a nós? Juro que nunca encontrei ninguém que não gostasse. Acho que tem haver com as nossas hormonas.

Mas nunca andei a esfregar os bebés das outras pessoas atenção. Só a minha. Por isso fazia-me alguma impressão quando me cheiravam a miuda. Só faltava dizerem "Não, só mais uma snifadela. Eu mal cheirei hoje". 

Mães ...

terça-feira, 26 de julho de 2016

Avós

Tive a sorte de ter 4 grandes avós. Já perdi 2, mas ainda tenho 2 comigo. Moro a 5 minutos a pé da minha avó materna (se tanto), vejo o meu avô quando vou a Lisboa, e sempre que posso sou chata com eles.

E depois há os meus pais e sogros. Que agora já sabem o que é serem avós. E o que é uma avó e um avô?

Avós são aqueles que dizem: deixa-a estar, deixa-a fazer. Sim porque como tantas vezes a minha mãe me diz "Os pais educam os avós estragam". Ainda para mais ela que está longe da neta, agora até um tambor lhe comprou! Pois, um tambor. A miúda não fazia barulho suficiente sozinha!

Os avós mimam, apertam, chateiam, dai dicas aos filhos sobre como educar os netos. Os avós preocupam-se, ligam as 8 da manhã para saber como a pequena adormeceu e se a febre já passou.

Avós são pessoas especiais. Avós amam a dobrar. Pois amam sem todas as preocupações que os novos país têm pois já passaram por isso. Feliz dia dos avós!


Comida da mãe

E vou começar a publicar as comidas que dou à Laura. Algumas de vocês mandam mensagem a perguntar como é que ela come tão bem, ou o que dou de comer.

Pois então é assim, ela papas nunca foi fã, mas caso me aventure nalguma posto também. Vou pôr as receitas de sopas, e segundos pratos (atenção à quantidade de segundo prato dá para ser prato principal de alguns bebés, a Laura come imenso). Doces se fizer ponho igual, ou seja, vou andar aqui a chatear-vos qual masterchef wannabe.

Quando publicar a receita ponho quantas refeições dá para fazer da mesma, porque convenhamos a maioria de nós não faz uma sopa para o almoço e outra para o jantar! Portanto atentas, às receitas da comidinha da Laura ;)



sexta-feira, 22 de julho de 2016

18 meses

Mesmo que a cabeça hoje não colabore, a mãe quer escrever isto para ti.

Tu és a pessoa mais importante do meu mundo. Todo ele gira à tua volta. Estes 18 meses foram os mais felizes da minha vida. Hoje sei o que é estar completa. Quando tu nascestes também eu nasci.

Mesmo que estejas constipada hoje, e que tenhamos tido uma noite péssima, a ida ao hospital...nunca vou trocar nada, nenhum minuto das nossas vidas, nem os bons nem os maus. Porque tu estás comigo, és parte de mim. Saber que tenho alguém que me pertence, que depende de mim, que se eu não estiver me procura é tudo o que eu queria, e não sabia.

Obrigada meu amor, por teres feito de mim mãe.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Consegui!

Venho partilhar com vocês uma alegria. Onteontem Laura fez birra para adormecer à tarde. Quando se sentia a adormecer acordava, se eu a tentasse adormecer ao colo entesava-se toda e reclamava imenso. Já cansada (levámos uma hora nisso, mais meia hora que a minha irmã já tinha tentado) desisti e pu-la na cama dela. Deitei-a dei-lhe a chucha e sai do quarto.

Ela choramingou umas vezes, perdia a chucha, lá ia eu dar-lha. Chorou uma vez tirei-a da cama dei mimo e deitou-se de novo. Por fim adormeceu. Não chorou desalmadamente, não fez mais birra...nada. Ontem repetiu a dose ao fim de 15 minutos para adormecer, temendo a birra desisti e fiz o mesmo. Deixei-a na cama com a chucha e sai. Só fui ao quarto uma vez, e nem foi por choro. Ao fim de 30 minutos adormeceu sozinha, sem choro nem nada.

Hoje nem tentei adormece-la. Almoçou esperei um pouco e deitei-a na cama. Ficou deitada, até que adormeceu. A minha menina está grande. Quase 18 meses e já adormece sozinha 💖

quarta-feira, 20 de julho de 2016

O bullyng entre mães

Podia ficar horas a falar disto. Vocês não têm noção dos nomes que já me chamaram por coisas completamente...

Faço parte de uns grupos de bebes no facebook, e volta e meia comento. Acontece que assim como eu comento, também comenta a típica mãe perfeita. Aquela que falei aqui, lembram-se?

Fui insultada no dia que perguntaram se tinha furado as orelhas da Laura. Chamaram-me de tudo menos de mãe. Fui insultada no dia que disse que a Laura comia papa no biberon com 8 meses (leite da noite). Fui humilhada quando tentei explicar que a minha filha não me tinha pegado no peito, e por isso com um mês já não mamava. Fui ofendida no dia em que tentei explicar a uma mãe que não deve dar ananás a uma bebé de 4 meses, e atenção que eu expliquei bem, falei com bons modos, e disse sempre que erros todas cometemos, se calhar foi o problema até porque me quis parecer que ela estava-se pouco a ralar. Fui extremamente incompreendida no dia em que disse que a Laura gostava de beber leite da cerelac (a verdade é que ela aceita melhor esse , bebe mais). 

E sim, eu sei os contras de cada uma destas minhas decisões. Eu sei que há perigos de furar as orelhas antes de uma certa idade, mas não furámos em casa óbvio. Eu sei que ela devia beber só leite, mas ela não gosta. Eu sei que o leite da cerelac é extremamente doce, mas ela ao menos bebe leite... Também sei que a mãe da outra bebé é que sabe como tomar conta da filha dela, mas se pede ajuda porque teve de ir ao hospital com ela que estava mal do estômago assim que diz que deu ananás claro que se associa. Umas mães falaram a bem, disseram que era comum erros, outras nem tanto.

E isto acontece sucessivamente. Post atrás de post atrás de post. Mas anda tudo chateado no facebook que teem de ir descontar nas mães? Depois decidem começar as ofensas e a julgar a maneira como educam os filhos. Insultam-se, tiram prints da conversa, eu sei lá. Vocês gostam que vos façam? É isso que querem que eles aprendam? Notícia de última hora: eles aprendem o que veem!

Deixem-se lá de ofensas. A menos que o caso seja motivo para se chamar a cpcj não entendo o que ganham em humilhar alguém na internet? Sentem-se mais pdoerosas por fazer chorar uma mãe que perguntou: posso dar papa da cerelac ao meu filho?

Paga-vos as contas essa discussão? Arruma-vos a casa? Dá o jantar aos miúdos? 

Podemos todos dar opiniões, podemos. Mas há que saber como falar ou não?

terça-feira, 19 de julho de 2016

Tipos de visitas

Yeiiii Neuza outro tipos de pessoas. Gostava eu que vocês ficassem tão animados... 

Vá vou ser chata, o tema é: tipos de visitas. Isto depois de se ter filhos claro, duh!

1 A visita prestativa
O sonho de toda a recente mãe. É aquele familiar, normalmente a avó materna, que se instala lá em casa nas primeiras semanas, para ajudar com a bebé. Certo, é uma visita prolongada, mas faz o jantar, ajuda com as dúvidas, limpa a casa, dá apoio psicológico. Enfim, faz o melhor que pode sem ordenado (um dia começo um negócio, mães ao domicílio)

2 A botânica
Aquela que ganha raízes lá em casa. Tens de dar banho ao bebé? Não importa eu fico aqui.
Tens de fazer o jantar? Eu fico aqui e nem ajudo.
Amamentar? Ora deixa-me lá esparramar-me no teu sofá dar 325 opiniões acerca desse assunto e nenhuma delas ser boa.

3 A mobília
Conhecem a expressão: fazes parte da mobília? É esta visita. Vai lá todos dias, e todos dias diz que a criança está diferente. E jura a pés juntos que se ri para ela e gosta imenso dela. Amiga por muito que te adore, lamento informar-te, esse sorriso dela são gases.

4 A dos parelelos
Aquela cujas comparações quando somos mães a pouco tempo nos caem tão bem. Já disse isto antes, não se ponham a comparar um bebé quando acabamos de dar à luz. A mim pelo menos sou honesta, fez-me confusão as primeiras vezes. Uma pessoa tem as hormonas todas aos saltos, e tudo "Ah parece o pai, a mãe, a tia, a prima, o padeiro..." (Eh laaaaa).

5 A ilusionista
Normalmente esta é uma amiga ou familiar, mais ou menos da idade da recente mãe, com mais de um filho. Muda fraldas enquanto dá o comer.impa a cara do filho dela enquanto dá o biberon ao vosso. Fala enquanto a criança adormece ao colo. E nunca o vosso filho vai reclamar do colo dela. Vocês entendem. É aquela visita que nós nem sabemos como faz aquilo, mas ela faz.

6 A desaparecida em combate
Provavelmente a minha preferida. Aquela que não te vê há uns bons 41 meses, mas decide que a tua filha nasceu tem de lá ir a casa reclamar da vida dela. Não ela não vai ver a tua filha, nãoooooo. Vai sim cheirar o que tens de novo em casa, fazer as 53 comparações com a filha dela (caso já tenha), reclamar da vida dela, não te ajuda, e melhor ainda, não lhe metes à vista em cima durante mais 11 meses. Até ao aniversário da tua filha quando acha por bem que deve ser convidada.

7 A mexelhona
Aquela que não te larga a miúda. Aperta, da beliscões. Chateia. Acorda. Não a deixa em paz, e ainda te diz a bela frase: "eu só tenho 5 minutos com ela". Oh amiga tudo bem, mas ela não é um pokemon para andares nisso. Não vai a lado nenhum, não lhe apertes as bochechas se faz favor e põe-a na alcofa para dormir!

São algumas das que me lembrei. E vocês? 

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Cocó, cocó por todo o lado

O que me foi acontecer. Chego a casa das compras, cheirou-me mal. Aquele cheiro característico que toda a mãe reconhece. 

Mudo-lhe a fralda (o meu telefone enquanto escrevo isto substituiu fralda por granada, apropriado) e ela decide descer do sofá antes que eu lhe ponha a outra. Eu enrolo a fralda suja enquanto ela me anda ali a brincar e pimba. Ela abaixa-se e quando se levanta tenho um cocó no tapete! Que raio?

Ainda sem fralda limpo-a e vou para tirar o tapete do sítio (de lembrar que tenho os tapetes colados com fita dupla) ela anda um bocado e pimba de novo, desta vez xixi.

A sério? A sério que ela fez isto duas vezes? Isto nunca me acontece, e olhem que ela volta e meia anda sem fralda.

Ainda me do p meu pai para a deixar andar a vontade que ta calor.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Não!

Bem que eu tento dizer menos "Não" à pequena. Mas é muito complicado. Acontecem várias coisas ao longo do dia que me fazem ter as seguintes reacções:

Não subas!
Não se põe na boca.
Não, é perigoso.
Não faças isso.
Laura sai daí, não podes fazer isso.
Não não, isso é mau.
Não.
Não trepes pela mãe filha
Não saias do carro.
Não tires os braços da cadeira.


Estão a ver onde quero chegar? Andei a ler sobre isto e o ideal será trocar o não por coisas como:

Desce, é perigoso.
Tira da boca.
Tu magoaste.
Faz assim.


A ideia é que eles ouvem o não, mas não sabem o que fazer. Ok, não queres que mexa então é suposto fazer o quê? Tem de se redireccionar a atenção para o que devem fazer em vez de proibir simplesmente. É necessário explicar (creio que aqui já se fala de crianças de 2 anos, porque a minha com ano e meio não entende se lhe explicar) os perigos e consequências de subir a uma mesa, de partir um comando, um copo, de tirar os braços do carro e cadeira...

Disciplina positiva, é uma bela ideia. O problema é eu agora habituar-me a dizer menos não à peste...




Imagem jogodedamas.me

terça-feira, 12 de julho de 2016

Os luxos após a maternidade

Existem alguns. Uns mais complexos que outros. Por exemplo, para mim um luxo é um banho de meia hora!

Para outras mães é uma ida ao cabeleireiro, a manicure, uma saída com o marido ou com as amigas. Uma noite de sono, esta é espetacular digo-vos já. 

Pessoalmente nunca sei quando vou dormir a noite toda. De vez em quando lá acontece, mas como volta e meia ela decide acordar e resmungar por causa dos dentes...já o banho antes esperava que ela estivesse a dormir, mas não podia estar completamente relaxada pois tinha medo que acordasse. Desde que tenho a minha irmã cá para passar o verão que estou mais descansada.

Acho que 10 minutos de casa de banho é algo que muitas mães anseiam, ou só ir lá sozinha! Quando não vem a miúda atrás de mim vem a cadela. 

Ler um livro, outra coisa difícil. Acho que desde que ela nasceu só consegui ler uns 2/3 livros! Acreditem, é pouco. Eu lia pelo menos um por semana.

Ver um filme, ainda vejo ocasionalmente. Não sou daquelas pessoas de adormecer no sofá (tirando quando estava grávida). 

Dormir até tarde. Esta é a piada! A menos que alguém leve a miúda nunca nos últimos 17 meses dormi até tarde.

Comer descansada. Não, definitivamente não. Espero quase sempre que ela durma e aí sim lá vou eu comer!

Estes são alguns dos meus, quando posso lá demoro o meu tempo a fazer as coisas.
E vocês, quais são os vossos luxos?

domingo, 10 de julho de 2016

O que levas na mala: versão praia

Como moramos perto da praia vamos por norma depois das 16:30/17:00 praticamente todos dias. E como bem sabem eu adoro andar prevenida, mas agora vou-vos enganar. É que enquanto todas me dizem "Tens tanta coisa na mala que fica no carro.", mas a mala que levo para a praia não me faz andar carregada. Até porque nem posso, já viram eu ir para a praia sozinha com a miúda e 3 sacos?

Ora bem vamos lá a ver, o que levo eu para a praia:
O protector solar - pomos em casa, mas levo para ir aplicando ao longo da tarde,
Fruta - imensa fruta, não lhe vá dar fomeca, e a fruta com bastante sumo ajuda a manter a miúda hidratada,
Água,
Bolachas,
2 fraldas - adivinhem, tenho a outra mala no carro lol,
Toalhitas,
1 camisola limpa caso esteja vento,
2 toalhas de praia para ela - uma para enquanto la está e a outra para depois de estar limpa,
1 chapéu dobrado nos confins da mala - não vá o que ela tem voar,

No carro fica: 1 garrafa com agua para a limpar antes de vestir, e uma muda de roupa.



Ok, talvez ainda leve bastantes coisas. Mas só levo uma mala!


sábado, 9 de julho de 2016

É de menino ou de menina?

Hoje em dia entramos numa loja de brinquedos e vemos que estão organizados por secções, meninas e meninos.

No outro dia, quando fui ao supermercado, a miuda quis uma bola de vôlei, e a verdade é que ela gosta de jogar a bola. Então tenho uma dúvida, porque é que nas lojas elas estão na secção de rapaz? Ou porque é que as cozinhas de rapaz são grelhadores e as de menina sempre cor de rosa? Porque é que os supermercados estão só na secção de menina e os carros na de rapaz? Porque é que as meninas têm de limpar a casa e tomar conta dos bebés e os rapazes jogam à bola? 

Se tivesse um menino e ele quisesse um carrinho de limpeza claro que comprava.
E se a minha filha quiser brincar com carrinhos e bolas claro que vou comprar, tudo para a ver feliz. Mas se quiser o carrinho da limpeza, também lho compro, é um brinquedo, não tem automaticamente de ser para meninos menina. 

Chega de estereótipos, dizer a uma criança que aquele brinquedo não dá para ele ou ela é muito complicado. Não dá porque? Pode dar. Há chefs homens, pilotas de corrida, tantos homens que trabalham nas caixas do supermercado, mulheres mecânicas, homens da limpeza!
Vamos deixar os miúdos brincarem como querem, já chega nós não podermos fazer tudo quanto queremos.




quinta-feira, 7 de julho de 2016

Os diferentes tipos de mãe

Existem vários tipos de mães por aí a fora, afinal de contas não somos todas iguais! Depois do sucesso dos diferentes tipos de desconhecidas, vou tentar resumir hoje os diferentes tipos de mães:
(Atenção, isto é um texto irónico)


A neurótica (também conhecida por Neuza Sofia)
Esta é aquela mãe que é hipocondríaca, se a filha espirra ela pesquisa no Google "como curar uma constipação", se a filha tosse ela pensa logo em 50 coisas que pode fazer para acabar com a tosse. É a mãe que tem medo de sair de casa 5 minutos sem fraldas e toalhitas. Podemos ver que prepara sempre refeições com antecedência, ou tem todos os ingredientes no frigorífico e congelador já arranjados, pois assim é mais fácil e terá sempre tudo a postos! Esta mãe não gosta de ser apanhada desprevenida. Nunca lhe digam "logo vês, não te stresses".


A mãe canguru
É aquela mãe que não sabemos onde ela acaba e onde começa o marsúpio. Anda com ele dentro e fora de casa, de forma a que se possa movimentar mais facilmente. Tem sempre as mãos livres e dá conta das coisas mais facilmente.


A mãe berço
Uma espécie muito comum, esta é a mãe cujo filho só dorme ao colo. É a mãe que mais ouve: não a habitues mal, ela assim só quer o teu colo. E nem assim liga, pois sabe que nem sempre poderá dar tanto colo como quer à filha e dessa forma, deixa-a dormir nem que seja em cima dela, até porque se a tirar o mais provável é que acorde. Esta mãe dificilmente tem a casa ordenada, pois encontra-se sempre "ancorada" no sofá ou cama com o bebé em cima.


A mãe buffet
Adivinham? Pois claro. É a mãe cujo bebé está a mamar em livre demanda, e passa a vida a dar-lhe leite. Esta espécie recebe olhares reprovadores, críticas e ocasionalmente insultos por praticar este acto tão puro e lindo. Dependendo do temperamento da mãe buffet ela pode responder as críticas ou não com um simples "vai à fava".


A mãe descontraída
Também conhecida por mágica. Esta mãe não se preocupa muito. Ela vive do momento. Não tomou banho? Não faz mal. O jantar esta atrasado? Não faz mal. Não queres dormir? Não faz mal.  Tem sempre tudo organizado, apesar de eu nunca entender como.


A mãe fit 
O oposto da minha pessoa!  Esta mãe fez exercício a gravidez inteira, durante o parto e depois. Estilo Carolina patrocínio vá. Nada a impede de fazer exercício, mesmo que se pense que não há tempo.  Qual ginasio? Ela pega no miudo e faz dele halter. 


A mãe zombie
90% delas são mães de recém nascidos. É a mãe que não dorme há duas semanas mais de 3 horas seguidas. Que pôs o telemóvel no congelador, não fecha a torneira da água, arruma o azeite no frigorífico e as fraldas na despensa.


E vocês que tipo de mãe são?




Passou depressa

Ocasionalmente dá-me para escrever coisas todas fofinhas, é raro mas acontece.

Hoje olhei para ela e doeu-me o coração. Para onde foram os dias? Está enorme. Os pés dela já passam mais de meio da cama, quando se estica já chega quase ao fundo do colchão. O cabelo está enorme e tem de andar apanhado, a roupa de há uns meses já não serve. Passou já tanto tempo?

Já tem quase 18 meses verdade seja dita, mas como é que passou assim tão depressa? Ainda ontem a segurei nos meus braços e olhei para ela pela primeira vez. Parece que não passou tempo nenhum, mas também parece que os dias fugiram. Lembro-me de te apanhar de noite do teu berço ainda na maternidade e ficar a olhar para ti por horas. Lembro-me bem das enfermeiras se chatearem comigo quando estive quase dois dias sem dormir porque não queria perder um minuto de ti.

Já foi há quase 18 meses? Não pode. Ainda ontem estava a tratar do teu enxoval, e depois do teu quarto, e depois...e depois nasceste. Pois foi. Nasceste e tudo melhorou. Mas 17 meses? Já? Não, não pode. O calendário tem de estar errado, não podes ter crescido tanto. Pára filha, pára.

Abranda, desfruta disto enquanto podes. Senão qualquer dia já estás grande demais para colo, para o biberon, para a chucha, para que eu te adormeça. E eu gosto tanto de te aninhar a mim e dar-te beijinhos. E se cresces demais e depois não queres? Porque tecnicamente depois já não és um bebé, e já não queres mais mimos da tua mãe. 

Já brincas perfeitamente com os
Legos, já entendes as frases que te digo. Já sabes pedir o que queres mesmo que não fales bem, já te desenrascas sozinha para apanhares o que queres. Corres atrás da cadela pela casa, brincas sozinha no banho. Foges de mim na praia, foges de mim para dormir. Já começas a ser dona das tuas vontades.

Abranda filha peço-te. Ou isso ou faz dias maiores para que possa desfrutar mais de ti. 24 horas passam demasiado depressa!




quarta-feira, 6 de julho de 2016

Dicas da mãe: nódoas

Lembrei-me de fazer esta rubrica por ter amigas que me perguntam muitas vezes como tiro as nódoas difíceis sem lixivia. Cá em casa não se usa lixivia na roupa, consigo tirar sem. 

Sabem aquelas nódoas chatas que não saem dos babetes, ou das fraldas de pano quando eles começam com as sopas? Consigo tirar facilmente essas nódoas da seguinte forma: detergente da loiça ou sabão azul e branco.

Todos dois basta aplicar na nodoa e deixar atuar um pouco. No caso do detergente cheguei a deixar de molho em água quente e no dia a seguir punha a lavar com um pouco de branqueador e saia bem.
Quando uso o sabão azul e branco basta molhar a zona da nodoa, passar o sabão e por a corar ao sol. Simples. Fica tudo branquinha de novo. 


Mas isto sou eu que não uso lixivia, nem nunca uso temperaturas altas fui ensinada assim pela minha mãe. Nunca lavamos a roupa temperaturas quentes, dá cabo do algodão meninas. Até hoje as nódoas saíram todas (e se tivemos nódoas), e nunca ficou com uma camisola com borbotos 😉

segunda-feira, 4 de julho de 2016

O que é que levas na mala?

Esta é uma pergunta que me fazem muito, isso ou o que é preciso levar. E logo a mim que sou uma exagerada porque a mala tem de tudo, literalmente (só não ponho um forno elétrico porque...).

Ultimamente já não ando com aquele sacão atrás, sabem aquele que anda sempre connosco pra todo o lado com tudo da miuda? Pois, esse está no carro. Ando sim com a minha mochila, e dentro da mochila tenho: água termal, 2 fraldas, toalhitas e a água de beber. Ah e é claro bolachas. A água termal é essencial neste calor, a Laura fica sempre mais fresquinha.

E tenho uma mala no carro porque? Porque sim, porque não vou andar com aquela quantidade absurda de fraldas que é típica da Neuza Sofia, porque tenho medo que a miuda se suje. Então tenho uma mala no carro. Dentro dessa mala tenho de tudo.

Tenho sempre:
6 fraldas (no mínimo),
1 pacote extra de toalhitas,
2/3 mudas de roupa,
1 chapeu,
1 casaco, 
Sumos,
Bolachas,
Protetor solar (ponho antes de sair de casa e anda sempre na mala),
Benuron (sim, gosto de andar prevenida),
O soro da mustela (já me salvou quando ela vomitou no carro, limpei-a com o soro para que não ficasse mais mal disposta),
Repelente,
Pomada para depois das picadas,
Mais bolachas,
Bebegel,
Uma tesoura para as unhas,
Vaselina,
Termómetro.

Sim eu sei, é uma data de tralha, mas volto a lembrar eu não ando com este saco. Ele fica no carro e em caso de necessidade vou lá. Até porque andamos muito as duas de um lado para o outro é preciso mas assim excuso de andar com a mala no braço. A Laura já não anda sempre no carrinho. Amanhã por exemplo vamos passear, o saco fica no carro e ando com o básico na minha mala, caso precise vamos ao carro buscar algo. Até porque se ela se sujar não vou andar com a roupa suja ao pé da limpa.

Um dia destes conto-vos o básico para a praia, ou o meu básico 😉. E adivinhem lá, este saco também fica no carro quando vamos.




Mãe a tempo inteiro

Ora o que é isto? É uma mãe que põe sempre os filhos em primeiro. 

Existem duas espécies de mãe a tempo inteiro: as que ficam em casa e as que trabalham fora. Ah sim também são mães a tempo inteiro, ou é por irem umas horas para fora de casa que deixam de ser mães? Mãe que é mãe é mãe a tempo inteiro! Não não ficam em casa como eu e tantas outras mães, mas são mães, estão a trabalhar pelo futuro dos vossos filhos. 
Por norma são criticadas por irem trabalhar...mas pronto. Não entendo o porque, a vida é assim.

E depois as mães a tempo inteiro que ficam em casa. Já estas mães são criticadas por ficar em casa. Já ouvi coisas como: não te aborreces? Fazes o que o dia todo?

Faço o que? Boa pergunta, visto que se entrarem em minha casa há tanto para fazer...arrumo? Vou reformular: tento arrumar. Trato da Laura o dia todo, sozinha sem ajudas visto que nem o marido está cá (tenho a minha irmã comigo há uma semana, tem parecido quase férias juro)! Uma mãe que fica em casa sabe o que é o desespero de querer tomar banho com a cozinha por arrumar e a roupa para tratar. Reina sempre a pergunta: faço o quê? 

Qualquer mãe é mãe a tempo inteiro, se está em casa ou não já é diferente. 

sábado, 2 de julho de 2016

Ver animais

Hoje fomos a um "zoo" que fica aqui perto de casa. Quando digo perto, é ali em Espanha. Achei que ela não ia entender muito bem (e tinha razão, ainda é pequena), mas íamos passear que também faz bem.

Primeiro fomos a um parque que está fora do recinto, achou imensa piada áquele escorrega porque deslizava bem. Fazia sozinha "wiiiiii" e ria-se imenso. Claro que não queria sair depois, mas não estava vestida para o parque, nem calçada. Era dia de passeio!

Lá entramos no zoo, e é um recinto pequeno. Tem poucos animais, ideal para um passeio de tarde. E a melhor parte? É de borla.

A primeira coisa que vimos foram as avestruzes, que engraçaram connosco e seguiram-nos pelo recinto delas a fora. Vimos tartarugas grandes e pequenas, gansos, veados, isto nos animais mais comuns!
Depois vimos uns ursos, e a Laura achou imensa piada a um bicho tão grande. Não ligou nenhuma aos macacos (sai a mãe) mas gostou do tigre, asseado por sinal pois tomou banho à nossa frente, e do leão.

À saída vimos papagaios, e não sei quem estava mais entusiasmada, se a miúda de 17 meses se a de 18 anos! Andavam as duas a correr pelo zoo a fora quais malucas. Ainda chamei a atenção a um português que decidiu bater na janela do tigre, perguntei se o tigre bater de volta se ele achava piada? Respeitem os bichos que já basta estarem ali fechados.

Resumindo, até gostou do passeio, não percebeu bem os bichos mas deu para mudar um pouco. 
















sexta-feira, 1 de julho de 2016

Tipos de desconhecidas chatas com bebés

Sabem aquelas pessoas que não vos conhecem de lado nenhum mas não vos largam quando vêem um bebé? Ou seja, quando vêm a minha filha eu que ia a caminho de fazer alguma coisa já não consigo porque vou ficar ali meio ano com elas de roda da miúda! Existem vários tipos dessas pessoas

A interrogadora:
A que faz mil perguntas sobre o dia a dia da miúda. Vou ao supermercado, nmnm< e sim tenho uma filha linda, vem uma senhora meter-se com ela "então ela come bem? E dorme bem?". Alguém me explica porque uma estranha que eu nunca vi na vida quer saber os hábitos alimentares e padrões de sono da miuda? Mas pronto, respondo e tento seguir caminho o mais rápido possível com sim sim, e vários acenos de cabeça.

A espanhola:
Vamos passear, passam duas velhotas na rua. Param-me para verem melhor a Laura (devia ter uns 8 meses aqui). Começam a mexer e a apertar, e eu começo a não gostar. Então mas desculpem lá, não vos conheço de lado nenhum, ta a enfiar as mãos na minha filha porquê? Sim ela é gorda, sim eu chamo-a de Buda e tem umas pernas e bochechas extremamente gordas, mas e? Não me conhece e não a conhece a ela para começar com apalpões e apertanços.

A inconveniente:
Esta é aquela que não se toca. Uma vez espirraram para cima da Laura. Não vou de modas, toalhitas! Se ficaram chateados ou não eu não faço ideia, mas a minha filha tinha 2 meses "Ah mas já estou melhor". Amiga, melhor não é curada. Se estás doente, tens a lata de dar beijos nas mãos da miúda? E ainda lhe espirras pra cima?

A que nem pergunta:
Ui, esta é senhora da vontade dela. É aquela que simplesmente lhe quer pegar ao colo? Dá beijos sem mais nem menos... oi? Digo logo que não quero beijos nas mãos e "ela não conhece não gosta de colo". Mas quando falo de colo falo de quererem pegar sem a autorização da mãe. Aqui por acaso tive alguma sorte. A Laura desde os 2/3 meses que não ficou fã de muito colo. O meu e de mais pouca gente. Mas sim, já me tentaram arrancar a miúda do carro, uma completa desconhecida, porque queria pegar nela. Oh pessoa que eu nunca vi antes na vida e com quem não tenho qualquer tipo de relação, ao menos perguntas não? Desata-se aos beijos assim. Sei lá eu se fumas, o que comeste, se tens alguma doença. E colo para quê? Quem me diz a mim que não vais sair disparada com a chavala?

A que sabe sempre mais que tu:
"Ela mama?", isso é importante para si saber porquê? Não não mama, e não me apetece explicar o porquê para depois me virem dizer "Ah mas não insististe". Eu sei o que fiz, fiz tudo ao meu alcance na época, fiz tudo o que sabia, para o próximo filho terei mais conhecimento.

A que sabe o melhor para o teu filho:
"Vai deixá-la mimada, por estar com ela ao colo". "Devia de a por na creche a ver se aprende a falar". Esta senhora é aquela que é a super mãe! Ela sabe e pronto. Vou dar colo sim, vou mimar sim. A filha é minha.

A que tem a relva mais verde:
Ui, esta é por norma avó, ou mãe já há algum tempo. A que compara sempre com os dela (ainda vou fazer um texto dedicado a isto). Pode-vos aparecer na rua ou online, e vai sempre comparar. Mas há comparações saudáveis, e comparações simplesmente parvas. "Ela ainda anda de fralda? O meu neto com 7 meses já não andava", "ela não pode comer tanto. Vai dilatar o estômago", "a sua menina não é muito simpática. Os meus com essa idade iam com qualquer pessoa". Ok, pronto. Esta pessoa simplesmente dizemos ainda bem, e seguimos caminho.

E finalmente, a senhora simpática:
Aquela pessoa que nos levanta a moral, só elogios. Deixa-nos passar à frente na caixa e tudo. Uma espécie em vias de extinção.


Conhecem alguém assim? Esqueci-me de algum tipo? Contem tudo