Esta história do bebé que desapareceu mexeu muito comigo. Mexeu sim.
Fiquei a pensar imenso tempo ontem "O que é que eu fazia?".
Todas nós mães já deixámos os miúdos sozinhos nem que fossem 30 segundos para ir a casa-de-banho, adiantar o jantar, atender o telefone...todas! Não acredito em melhor mãe do que, não. Acredito que há mulheres que nasceram para ser mães e mulheres que não o mereciam tão pouco.
Mas agora vamos lá a ver, se fosse comigo? A Laura já ficou sozinha a brincar na sala, não na rua, mas na sala. Podia acontecer. O muro daqui de casa não é assim tão alto, alguém podia entrar. A agonia que aquela mãe sentiu não me deixou descansar bem a noite toda. Fiquei a olhar para a minha filha imenso tempo, porquê?
Porque é que estas coisas acontecem? Eles são seres inocentes, quem deve sofrer somos nós pais, não os filhos...O que aquele menino passou sozinho a noite toda, fico mal disposta só de pensar.
Graças a Deus encontraram-no, e está bem (a história não faz 100% de sentido, mas isso agora não é o importante). Esta história teve um final feliz, e não sei quanto a vocês, mas eu não desviei os olhos da minha filha hoje!
terça-feira, 25 de outubro de 2016
segunda-feira, 17 de outubro de 2016
Quando sentes que falhaste
Já sei o que vocês me vão dizer: que eu não tenho culpa. Que não tinha como adivinhar o que ia acontecer. Que a vida é assim... Sim eu sei isso tudo, mas adivinham? Eu sinto que a culpa é minha.
Quando a Lau nasceu eu prometi-lhe que a ia proteger de tudo. Que não a ia deixar nunca. Ia impedir que algum mal lhe acontecesse. Comigo estava segura. E isso não aconteceu. Ao contrário, a miúda teve de ficar uma noite no hospital pelo que eu só posso descrever como "falha" maternal. Eu estava ao lado dela e não consegui impedir nada.
Por isso sim, sinto que como mãe falhei. Falhei no meu único propósito, proteger a minha filha. Porque é isso que as mães fazem, as mães afastam o mal, são a segurança dos seus filhos. Para quem é que eles correm quando estão aflitos? Não é para a tia que dá chupas, é para a pessoa que sentem que lhes dá segurança, a mãe.
Ela continua a correr para mim, vá lá, ainda sente que nos meu braços está segura. Mas eu vou sempre sentir que falhei. Esta foi uma semana complicada. Imensos médicos: domingo, segunda, quarta, sexta... a miúda não pode ver ninguém de bata que chora! Foi a pior semana da minha vida, um pesadelo autêntico. Cada vez que olhava para ela continha-me para não chorar, estava ali a minha falha, a filha ia ficar marcada para sempre por minha culpa. Ainda que ela não se vá lembrar disto tudo, e comece a dormir mais tranquila, eu vou sempre saber e lembrar-me do que ela passou.
Sim sim eu sei, não foi culpa minha, teoricamente isso bate tudo certo. Mas como mãe, vou sempre sentir que falhei.
Quando a Lau nasceu eu prometi-lhe que a ia proteger de tudo. Que não a ia deixar nunca. Ia impedir que algum mal lhe acontecesse. Comigo estava segura. E isso não aconteceu. Ao contrário, a miúda teve de ficar uma noite no hospital pelo que eu só posso descrever como "falha" maternal. Eu estava ao lado dela e não consegui impedir nada.
Por isso sim, sinto que como mãe falhei. Falhei no meu único propósito, proteger a minha filha. Porque é isso que as mães fazem, as mães afastam o mal, são a segurança dos seus filhos. Para quem é que eles correm quando estão aflitos? Não é para a tia que dá chupas, é para a pessoa que sentem que lhes dá segurança, a mãe.
Ela continua a correr para mim, vá lá, ainda sente que nos meu braços está segura. Mas eu vou sempre sentir que falhei. Esta foi uma semana complicada. Imensos médicos: domingo, segunda, quarta, sexta... a miúda não pode ver ninguém de bata que chora! Foi a pior semana da minha vida, um pesadelo autêntico. Cada vez que olhava para ela continha-me para não chorar, estava ali a minha falha, a filha ia ficar marcada para sempre por minha culpa. Ainda que ela não se vá lembrar disto tudo, e comece a dormir mais tranquila, eu vou sempre saber e lembrar-me do que ela passou.
Sim sim eu sei, não foi culpa minha, teoricamente isso bate tudo certo. Mas como mãe, vou sempre sentir que falhei.
quarta-feira, 12 de outubro de 2016
O pior dia da minha vida
Não venho cá desde sábado, e a razão é muito simples, domingo de manhã a Laura foi atacada por um cão.
Íamos na rua, 9 da manhã, ela estava bem não estava a fazer nada e o cão do nada deu-lhe uma patada. O que vi primeiro foi sangue, imenso sangue. De seguida percebi que o sangue vinha do olho e ia ficando-me ali. Peguei nela e com a minha tia fomos a correr para o posto que era perto. Chegando ao posto, ela ainda chorava, entramos logo para a pequena cirurgia. A médica (a quem eu tenho de agradecer por ter sido tão amavel) diz-me com toda a calma que vamos ter de ir para Faro. Perguntou se eu queria um calmante, não quis acalmei-me sozinha, chamou a ambulância e lá fomos nós.
Chegando a Faro ela foi directa a triagem. O enfermeiro da triagem foi sempre amável e meigo com as duas. Não faço ideia de como eu parecia as pessoas mas devia Meyer medo. A roupa cheia de sangue, nervosa. E a Laura igual. Limpam-lhe a ferida e chamam a oftalmologia. O médico vem, eu tive de sair da sala. Enrolaram a Laura num lençol para que ela ficasse quieta, e observaram-na. O rasgão na pálpebra não tinha atingido o canal lacrimal e o olho aparentava estar bem, mas eu ia ter de ir para Lisboa. Não faziam cirurgias de oftalmologia sem marcação, e a menina não podia esperar.
14:30 saímos de Faro. Ela dormiu no caminha e chegámos a Lisboa por volta das 17:30. Entro para a triagem novamente. A minha família ficou à espera cá fora, e lá dizem que ela tem de ser vista pelo oftalmologista e cozida pelo cirurgião plástico. Vamos ao oftalmogista mas ele não consegue fazer bem o exame, por esta altura a Laura estava farta de médicos, e não saía do meu colo. Diz que o olho aparenta estar bem. Vamos para a pediatria esperar pelo cirurgião plástico. Ele observa-a e manda levá-la para o S.O. para ser cosida. Entro com ela às 19, a custo conseguem dar a anestesia, e dizem-me que tenho de sair. Esperei, esperei, esperei e nada. Pergunto por ela, não adormecia, estavam à espera. Perto das 21 dizem-me que está, mas ela nunca chegou a adormecer. Ainda chorava ligeiramente quando a vejo. Peguei-lhe ao colo apesar dos fios e sentei-me com ela na cadeira. 22 e qualquer coisa consegui finalmente que ela dormisse. A
Minha família foi para casa, eu fiquei ao lado dela numa cadeira no S.O.
Perto da 1 ela tinha fome, baixinha comido nada desde as 07:30 da manhã. Deram-me um biberon com leite, ela bebeu de seguida. Acordou as 3 para lhe darem o medicamento, e comeu bolachas, bebeu muita água e adormeceu de novo. Acordou as 7, alegre e a querer brincar. Ficou com a alcunha de a fera no hospital. Deram-lhe alta, e às 20 horas já estávamos de novo em casa.
Ela está bem, o olho está negro e um pouco inchado. Mas ela está bem. Não vou entrar em pormenores sobre o cão porque o dono dele não precisa disso também. A minha filha neste momento está bem e feliz e é o que importa. O resto foi um pesadelo que ficou para trás. Não vou pôr fotos dela por uns tempos porque ainda choca um pouco, e custa-me, principalmente porque nestes 2 dias toda a gente apontava, olhava e fazia perguntas sobre o que tinha acontecido. Peço que entendam.
Obrigada a toda a equipa que nos atendeu, nas urgências daqui, no hospital de Faro, e no de Santa Maria. Obrigada aos bombeiros que nos trabsportaram, e principalmente ao bombeiro que nos levou para Lisboa por ter ligado a perguntar por ela. Só tenho de vos agradecer a todos pela calma e paciência que tiveram.
A vocês devo a vida dela 💖
quinta-feira, 6 de outubro de 2016
Andar de carro sozinha
É um desafio, não vou brincar. Já vos falei logo no início do blog como era viajar com um bebé, mas aí referia-me a andar de avião. De carro acho que é mais complicado, principalmente se forem sozinhas.
Fazemos várias viagens de carro só as duas, quer dizer, as duas e a cadela...pelo que tenho de ser o mais prática possível.
A água: fica ao pé de mim, estico o braço ela bebe sozinha e depois paro o carro para lha ir tirar. E faço isto porquê? Porque dar água aos miúdos enquanto se conduz é perigoso, ainda para mais quando só temos 1,57cm e chegamos o banco todo à frente. Tiro-lhe a água para que ela não se molhe toda como já aconteceu tanta vez.
Levo a lancheira com comer: bolachas, fruta, queques...o que conseguir! Vai lhe dar fome a meio do caminho, se possível paramos, se não ela vai comendo.
Bonecos, levo sempre uns poucos. Façam barulho ou não desde que a distraiam.
Mudas de roupa, e é aqui que entra em acção a mala que fica no carro. Preciso de fraldas, tenho lá, toalhitas, roupa... Já me aconteceu a Laura vomitar no meio de nenhures, sentiu-se mal disposta, e ter de parar o carro, limpá-la com agua e toalhitas e vestir uma muda nova.
Chuhas, Normalmente uma fralda com 2 agarradas nas pontas. A história da fralda, um dia conto-vos.
E claro muita água, mesmo muita água!
Depois pomos música e vamos cantando as duas, e falando. Isto se ela for acordada que a minha filha é um cu de sono e ao fim de 2km já ressona.
A água: fica ao pé de mim, estico o braço ela bebe sozinha e depois paro o carro para lha ir tirar. E faço isto porquê? Porque dar água aos miúdos enquanto se conduz é perigoso, ainda para mais quando só temos 1,57cm e chegamos o banco todo à frente. Tiro-lhe a água para que ela não se molhe toda como já aconteceu tanta vez.
Levo a lancheira com comer: bolachas, fruta, queques...o que conseguir! Vai lhe dar fome a meio do caminho, se possível paramos, se não ela vai comendo.
Bonecos, levo sempre uns poucos. Façam barulho ou não desde que a distraiam.
Mudas de roupa, e é aqui que entra em acção a mala que fica no carro. Preciso de fraldas, tenho lá, toalhitas, roupa... Já me aconteceu a Laura vomitar no meio de nenhures, sentiu-se mal disposta, e ter de parar o carro, limpá-la com agua e toalhitas e vestir uma muda nova.
Chuhas, Normalmente uma fralda com 2 agarradas nas pontas. A história da fralda, um dia conto-vos.
E claro muita água, mesmo muita água!
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