terça-feira, 25 de outubro de 2016

E se fosse comigo?

Esta história do bebé que desapareceu mexeu muito comigo. Mexeu sim.

Fiquei a pensar imenso tempo ontem "O que é que eu fazia?".

Todas nós mães já deixámos os miúdos sozinhos nem que fossem 30 segundos para ir a casa-de-banho, adiantar o jantar, atender o telefone...todas! Não acredito em melhor mãe do que, não. Acredito que há mulheres que nasceram para ser mães e mulheres que não o mereciam tão pouco.

Mas agora vamos lá a ver, se fosse comigo? A Laura já ficou sozinha a brincar na sala, não na rua, mas na sala. Podia acontecer. O muro daqui de casa não é assim tão alto, alguém podia entrar. A agonia que aquela mãe sentiu não me deixou descansar bem a noite toda. Fiquei a olhar para a minha filha imenso tempo, porquê?

Porque é que estas coisas acontecem? Eles são seres inocentes, quem deve sofrer somos nós pais, não os filhos...O que aquele menino passou sozinho a noite toda, fico mal disposta só de pensar.

Graças a Deus encontraram-no, e está bem (a história não faz 100% de sentido, mas isso agora não é o importante). Esta história teve um final feliz, e não sei quanto a vocês, mas eu não desviei os olhos da minha filha hoje!

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