sexta-feira, 17 de junho de 2016

Dificuldades do inicio da maternidade (amamentação)

Quando estava grávida, sonhava com o dia que iria ter a minha filha nos meus braços, o dia em que lhe iria dar mama. Era uma coisa que queria muito, mesmo muito, e que infelizmente não se realizou.

A Laura nasceu, e no recobro quando a metem para mamar, a miúda não fazia a pega por nada, nem com ajuda da enfermeira, nem com a minha, nada. Mamou razoavelmente bem quando me meteram os bicos de silicone. Aí sim ela mamou e eu fiquei tão feliz. Nessa noite, não dormi que fiquei a olhar para ela, e tive muita dificuldade para que ela mamasse decentemente. Sem os bicos de silicone ela não queria. Avisaram-me que ela podia ter de tomar suplemento, mas eu estava decidida que não. Fomos para casa, e em casa sucedeu o mesmo. Comprámos uma lata de Nan. O problema foi que dias depois ela já nem isso, comecei então a tirar o leite com a bomba, mas por algum motivo a bomba só me puxava 70ml em conjunto dos dois peitos. Comecei a preocupar-me, levava meia hora em cada peito e não saia nada decente. Cada vez ela bebia mais leite artificial e menos leite materno.

Tentei de tudo, desde produtos naturais que aumentam o leite, a massagens, a mezinhas que as nossas mães dizem como comer bacalhau, nada resultava. Chorei, chorei muito mesmo. Sozinha no quarto de madrugada quando ela não mamava e eu tinha de ir aquecer o leite, o pouco leite, que tirava. De ter de lhe dar suplemento, sentia-me a pior mãe do mundo por lho dar. Se eu era a mãe dela eu devia de conseguir alimentar a minha filha sem ter de recorrer a isso. Duvidei de mim imensas vezes, sentia-me culpada de estar a privar a minha filha a algo que todos os outros bebés tinham. Eu sabia que o leite materno era muito melhor para ela a todos os níveis. Comecei a ficar depressiva, esta história estava a dar cabo de mim. Tive um baby blues muito prolongado. Achei mesmo que não ia ter aquele laço que liga mãe e filha, aquela conexão que todas as mães falam, pensei que a minha filha ia gostar menos de mim.

Não sei o que me aconteceu, mas um dia decidi que isto não me ia deitar mais abaixo. Não me podia sentir culpada, se estava a alimentar a minha filha na mesma. Sim, era leite artificial e não materno, mas pelo menos era leite. Não passava fome. Não era a melhor mãe do mundo, não ia ganhar um prémio, mas sabia que não era a pior. Sabia que apesar de tudo estava a proteger a minha filha como podia, estava a fazer tudo o que me era possível. E a verdade é que ela é uma bebé extremamente saudável e sorridente.


2 comentários:

  1. O Rafael rejeitou o peito da Mãe quando começou com as sopas. Foi uma altura muito complicada para a minha esposa. E o LA só o quis durante algumas semanas. Ele simplesmente nao gosta de leite. De marca nenhuma. Nao faz mal porque come bem as sopas ricas em legumes e come bem os iogurtes. O pedi diz para nao nos preocuparmos que ele está saudável. Vai buscar à sopa o que lhe falta do leite. A Mãe desesperou. Aos dez meses tinha 78 cms e 9,800kgs. É forte e esperto. A lição é que não nos devemos preocupar tanto se eles estão saudáveis.

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  2. Foi uma altura complicada. Nos sentimos que falhámos como mães. Eu falo por mim, sonhava amamentar. Já em grávida imaginava o momento. O marido enquanto esteve cá foi um excelente apoio. Tal como a minha mãe. Mas ele ao fim de duas semanas teve de ir para fora e pronto...mas hoje em dia graças a Deus ela é saudável e está com 81,5cm. Sem leite materno!

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