Capítulo 3
Terapia da fala
Vamos ao que interessa. Sim, começámos a terapia. Depois de ouvir muita gente dividida em "ela não precisa", e "devias de a levar a um terapeuta", além dos olhares que recebemos quando a peste abre a boca na fila do supermercado, decidi ouvir o meu coração e cérebro de mãe (e principalmente a minha própria mãe) e levar a criança à terapia da fala.
Não gostei do médico, sendo o mais honesta possível, o rapaz não me cativou, e por mim quero dizer a peste. Mandou-nos fazer uma série de exames, auditivos e para descartar autismos, mas não a observou como eu achava que ela devia ser observada (eu que nem médica sou).
Fomos a outra, procurei imenso, passei horas a ler e a ver comentários, e encontrei-a:
a Drª Joana
Adorei!
Não me tratou a miúda por você, pega-se com ela se tem de se pegar e principalmente a Laura gosta de ir à terapia. Ela é como é, não é cá daqueles médicos com floreados, assim que entramos no consultório parece que é uma amiga que nos entende e percebe que a minha filha não se exprime bem.
Sim, porque há muito boa gente que se mete com a miúda e assim que ela fala (na linguagem dela) as pessoas parece que pensam que a minha filha tem alguma doença infecto-contagiosa. Não. Ela só não fala bem, ou melhor, não fala praticamente (mas já me estou a deslocar do tema, isso fica para outro dia).
Vamos uma vez por semana, a peste adora. Adora ir brincar com a casinha, os puzzles. Não pensem que é um conto de fadas, não é. Ela ao fim de 20 minutos de terapia começa a ficar farta e tem de ser distraída com outras coisas.
Continua a não falar igual a uma criança de 3 anos, mas já comunica, já pede, já me olha nos olhos...isso era essencial.
Obrigada à Dra Joana, a sério, do fundo do coração. Ela entende a nossa aflição, acalmou-me já mais do que uma vez em situações que eu achava que eram fulcrais e afinal não são.
Afinal, nós pais complicamos mais do que devíamos...
a Drª Joana
Adorei!
Não me tratou a miúda por você, pega-se com ela se tem de se pegar e principalmente a Laura gosta de ir à terapia. Ela é como é, não é cá daqueles médicos com floreados, assim que entramos no consultório parece que é uma amiga que nos entende e percebe que a minha filha não se exprime bem.
Sim, porque há muito boa gente que se mete com a miúda e assim que ela fala (na linguagem dela) as pessoas parece que pensam que a minha filha tem alguma doença infecto-contagiosa. Não. Ela só não fala bem, ou melhor, não fala praticamente (mas já me estou a deslocar do tema, isso fica para outro dia).
Vamos uma vez por semana, a peste adora. Adora ir brincar com a casinha, os puzzles. Não pensem que é um conto de fadas, não é. Ela ao fim de 20 minutos de terapia começa a ficar farta e tem de ser distraída com outras coisas.
Continua a não falar igual a uma criança de 3 anos, mas já comunica, já pede, já me olha nos olhos...isso era essencial.
Obrigada à Dra Joana, a sério, do fundo do coração. Ela entende a nossa aflição, acalmou-me já mais do que uma vez em situações que eu achava que eram fulcrais e afinal não são.
Afinal, nós pais complicamos mais do que devíamos...
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