sexta-feira, 3 de junho de 2016

Chucha

Adoro a chucha. A pessoa que a inventou era um gênio!
A Laura usa chucha desde cedo, aliás ainda na maternidade usou. Nas noites complicadas com cólicas, a chucha era a minha melhor amiga. Quando lhe começaram a nascer os dentes, ela esfregava a chucha nas gengivas.
Hoje em dia, com 16 meses ainda usa chucha. Para dormir e para brincar. Quando está triste, colinho e chucha resultam sempre. Quando dorme mal...tantas ocasiões.
Por isso, caras pessoas que gostam de dar bitaites, quando virem a minha filha com a chucha na boca, não digam "é caca.", "dá para deitar fora", "vai para o lixo", ou mesmo "já és grande".
Não, ela não é grande, a chucha não é caca é uma amiga, e amigas não se deitam fora. Com esses comentários só me vão confundir a miúda, e estejam descansados que duvido que ela com 15 anos vá para o secundários de chucha. Quando ela não quiser mais a chucha, nós guardamos.



Imagem littleduckies

sábado, 21 de maio de 2016

Henrique, o gato palerma

Acho que já falei nuns desenhos do babytv, senão falei e não estão bem haver o que é vou mostrar.






Ora o gato é o Henrique e o outro com ar de parvito é o Jorge. Os bonecos resumem-se a isto: o Henrique tem fome (e sim, o gato fala na terceira pessoa), e decide ir comer ao restaurante. Chega lá lê a ementa toda e adivinhem? Escolhe sempre o raio do prato que não há na ementa. Pessoalmente eu já tinha desistido de lá ir. O gato quer limonada "oh desculpa Henrique mas nós não temos limões", o gato quer uma sandes "oh desculpa Henrique mas hoje não há pão", o gato quer uma salada "oh desculpa Henrique mas hoje não tenho alfaces"...estão a ver aonde quero chegar? Mas há mais. O gato vai por norma à mercearia porque é lá que o Jorge compra as coisas, chega à mercearia também não há. Mandam-no aonde? Ao Sr. João do camião. Chega ao Sr. João ele já vendeu tudo, e este é o único amigo do gato. E porquê? Porque é o único que lhe diz realmente aonde ele pode encontrar o que raio ele ande à procura. Depois disso vai lá à quinta ou onde seja, e crava sem grandes rodeios "O Henrique tem fome. Será que pode dar um melão ao Henrique? Por favor", e pimbas sai de lá com o que pediu. Ainda hei-de exprimentar isto, tudo o que ele pede dão. Mas porque é que ele não vai directamente à quinta?
Eu é que já descobri a tramóia aqui. Isto funciona assim: o Jorge não faz as compras, ou não quer fazer. E então decide que o gato pode muito bem ir buscar. Também nunca o vi a dar dinheiro para ele comprar as coisas, mas também não vi o gato pagar, ou preços na ementa.


Eu percebo, isto serve para mostrar aos miúdos de onde vêm os alimentos, eu percebo. Mas o Henrique já ia a outro lado comer.

Ps: antes que digam algo, este texto foi feito na brincadeira. Se formos a ver bem quase boneco nenhum faz sentido ;)




segunda-feira, 16 de maio de 2016

Birras

A Laura anda numa fase, digamos, difícil. As "birras" (não acredito que se deva dizer birra, simplesmente contrariamos a criança e ela ainda não se sabe expressar de outra forma).
Ora eu às vezes digo que não, depois explico o porque não, mas a minha filha é tão rápida e tão mexida que admito que lhe digo não mais vezes do que gostaria.
Quando isto acontece podem suceder 4 coisas:
A Laura atira-se para o chão,
Sai a reclamar da divisão da casa onde estamos (esta é a mais frequente),
Bate os pés,
Olha para mim e faz ar de choro.



Imagem babydickey.com


E agora a pergunta: então e tu não fazes nada?
Não. Não faço nadinha. Simplesmente ignoro. Não vou reforçar este comportamento. Deixo-a expressar-se, claro que se vir que ela está a magoar-se de alguma forma tiro-a, e não ligo caso estejamos em público, a filha é minha e as pessoas ultimamente teem muito o vício de julgar. Olhem, comentem, não importa. Eu sei como agir, e se a senhora no pingo doce pensa "havia de ser comigo, levava uma palmada", então tenho pena de si, porque a palmada não vai resolver nada. A criança provavelmente só vai chorar mais.

Quando ela para com a "birra", falo com ela. Explico o porquê, que é perigoso, magoa-se e por aí a fora, e dois minutos depois já não é nada com ela. Já quer colo, brincar, trepar, pelo menos até à próxima vez   que a contrarie.
Não vou gritar ou ficar chateada com um bebé de 15 meses que não entende tudo o que se passa à sua volta. Isto é uma fase, e antes de passar vai piorar, mas a vida de mãe é assim. E não a trocava por nada <3


sexta-feira, 1 de abril de 2016

Visitar um recém nascido

Este assunto tem algo que se lhe diga. Para muitos é um tema quase "banal", pois vão ver o bebé que acabou de nascer mas não se apercebem do estado frágil em que mãe e filho se encontram. Outros simplesmente não sabem o que fazer pois não têm filhos, e ainda alguns dos que têm pensam "mas eu não fiz nada disso e correu bem". Pois sim, acredito. Mas cuidado nunca é demais.
Quando a Laura nasceu durante as duas primeiras semanas de vida dela eu desinfectei as mãos constantemente, principalmente quando era hora de lhe limpar o umbigo. Se lhe fosse mexer na boquinha, ou mudar a fralda desinfectava as mãos, e quem estivesse lá em casa também desinfectava, gostasse ou não.
A filha é minha, e lá está, cada mãe sabe do seu. Pode parecer estúpido a algumas pessoas mas para quem acabou de ter um bebé, todos os cuidados são poucos. A família (bebé incluído), ainda não se habituou a estarem todos em casa e à rotina, e estão todos muito sensíveis, por isso se um pai ou mãe pedir para a visita fazer algo, convém fazer, por muito absurdo que o pedido seja, pelo menos para que a visita seja tranquila.
Por isso aqui ficam umas quantas dicas para quem vai visitar um recém nascido.


1 - Primeiro que mais nada, liguem. Não apareçam do nada. Relembro, a família está a habituar-se a uma rotina e uma visita inesperada vai deixar a casa um pouco instável, se ligarem antes os pais podem mentalizar-se do que é necessário fazer. E evitar visitas à noite, importante respeitar sonecas e hora do banho.

2 - Nada de ficar lá em casa durante horas a fio. Uma coisa é ir lá ajudar com o bebé, outra coisa é ficar lá uma tarde a criar raízes no sofá, quando há uma mãe e bebé que só querem descanso.

3 - Importante lembrar, se estiverem doentes não vão. Mãe e bebé, o último principalmente, têm o sistema imunitário frágil. Até uma ligeira má disposição, mesmo que não se saiba do que é ou de onde apareceu, é motivo para adiar a visita.

4 - Pedir antes de pegar no bebé. Esta serve até para quando ainda se está grávida, e vem alguém que não conhecemos e pimbas, mãos na barriga. Faz favor perguntar aos pais se podem pegar na criança, e se ele chorar e não quiser colo não insistam.

5 - Nada de acordar o bebé. Por muito que o queiram ver acordado, aquela mãe pode-se ter visto aflita para o adormecer, se o acordarem lá se vai o descanso.

6 - Dar espaço à mãe para que ela possa amamentar. Eu pessoalmente não gostava muito que algumas pessoas estivessem grudadas a mim quando estava a amamentar (e olhem que ela nem mamou muito tempo). Mas na minha cabeça era inexperiente, e  aquilo era o meu momento de cumplicidade com a minha filha. Dias depois já não me fazia tanta confusão, mas nos primeiros dias resguardava-me ou ia para outra sala.

7 - As fotos, perguntar antes. Os pais podem não querer por causa do flash (faz algum sentido) se eles não se sentirem confortáveis com isso não tirem, e se tirarem convém também perguntar se os pais deixam que se ponha as mesmas nas redes sociais.

8 - Nada de beijinhos nas mãos do bebé. Só cabeça (não o rosto), barriga e pés. O bebé ainda não está com o sistema imunitário bem desenvolvido e por isso mesmo convém ter atenção.

9 - Pelo amor de Deus, não comecem com comparações. Ou que parece-se mais com a mãe, ou que é a cara do pai. Bem sei que não fazem por mal, mas aquela mãe acabou de dar à luz, tem as hormonas todas alteradas. Não digam se deve ou não amamentar, isso é com a mãe. A menos que queiram uma resposta, evitem.

10 - Acho que esta é de caras, mas evitar fumar, se vão fumar só depois da visita acabar.

11 - Saber se podem ir ao hospital, e caso a mãe esteja de rastos, marcam para quando ela já estiver em casa.

12 - Importantíssimo, ajudar. A mãe vai agradecer. Lavar a loiça, passar a ferro, fazer uma refeição para deixar, tudo isto são coisas que aquela nova mãe não tem muito tempo agora.


Imagem Ana amorim

sábado, 5 de março de 2016

Então para quê?

Ontem andámos a passear. A miuda está a crescer e infelizmente os sapatos não crescem com ela, por isso lá fomos nós. Aproveitamos o dia de sol para dar um passeio por Faro. Ela ia no carro, aguentou um pouco, lanchou, mas depois de lhe mudar a fralda já não queria lá ficar.
Andou a pé, de mão dada com a prima enquanto eu empurrava o carro. E agora fica a pergunta: "Então mas para que levar o carro?". A verdade é que muitas vezes levo e fica no porta-bagagens porque no supermercado por exemplo não adianta, e no café tão pouco. Mas era um passeio grande, então é melhor levar. A verdade é que ela já está grande (pode parecer parvoíce mas eu como mãe não me apercebo que ela cresce todos dias), só ontem quando em vez do 20 a senhora da loja me diz que era melhor ser o 21, é que fiquei parva a olhar para a miuda,, mas cresceste assim tanto? E sinceramente já inventavam sapatos e roupa extensíveis, mas isso fica para outro tópico.

Achei piada ela querer andar de mão dada com a prima, e querer brincar no parque, apesar de não ter percebido bem como se fazia aquilo. Às tantas irritoru-se com um dos brinquedos porque aquilo não saia do sítio e ela queria tirar...mas enfim a minha filha é assim 😊






E agor o brinquedo com que se irritou





Em defesa da miuda ela tem razão, ela levantava aquilo mas caia sempre!

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Mas para onde vão?

Simplesmente desaparecem. As meias da minha filha têm vida própria, somem do nada. Eu ponho-as para lavar junto com a roupa dela, ponho na maquina de lavar, depois na de secar, e por fim quando vou dobrar a roupa há sempre uma ou duas sem par!

Mas vão para onde afinal? Eu bem vasculho tudo, mas neste momento tenho 4 meias dela sem par (atenção, estamos só a falar das meias da pequena, se vamos falar de todas...). Até já tenho um saco especial onde ponho as meias sem par.

Um dia destes ainda cedo aquela coisa de meter as meias numa rede, pode ser que não se percam tanto.

No entanto a ideia da imagem abaixo é capaz de ser mais giro do que um saco em cima da máquina de secar.




sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

A minnie mais linda

E lá foi ela. Tive de a agasalhar bem que não queria que o casaco estragasse a máscara, e felizmente hoje nem estava muito frio. Saiu à rua e fez sucesso, toda a gente se metia com ela. E ela toda vaidosa dava um sorriso. Até encontrou um mickey, mas não quis nada com ele!
Vimos o desfile dos pequeninos dos infantários e primárias, claro que havia imensas princesas (sendo na maioria a Elsa), e outros fatos muito originais, como um astronauta, um Peter Pan, imensas bruxinhas também.
Teve um pequenino acidente, que contarei noutro post, mas felizmente está bem.
Encontrou a prima mascarada de Joaninha, e aguentou bem os sapatos que eu achei que ia estranhar, tal como as luvas!
E assim passou o primeiro dia do carnaval toda vaidosa a minha gorda.