Sou mãe de primeira viagem, da minha pestinha de 16 meses. Não trocava por nada é certo, mas sou mãe e pai.
Não, o pai não nos abandonou calma! Acontece que trabalha fora e só vê a pequena de tempos a tempos. Vem duas a três vezes por ano de Angola, tal como os meus pais que também lá estão.
Não é fácil, para nenhuma das partes. Para eles que não vêem a menina sem ser por fotos, pois fizeram o sacrifício de ir trabalhar longe, e para mim que estou afastada de metade da família. A solidão muitas vezes toma conta do meu estado de espírito porque convenha-mos, não dá para ter uma conversa séria com a minha filha. Às vezes a companhia faz falta, até porque nem tenho muitas amigas aqui (mas isso falamos noutra altura). Muitas vezes pergunto-me se estou a fazer o mais correcto, se tomei a opção certa para a miúda, se não devia fazer assim ou assado...dúvidas atrás de dúvidas. Mas sim, muitas vezes sinto-me desamparada, mais do que aquelas que devia, mas sou a mãe dela. Nessas alturas há que afastar as dúvidas e arregaçar as mangas. Quando é uma queda, a raridade de ela não querer comer, os dentes, tenho de ser mais forte do que sou e continuar. A única coisa que eu quero que ela saiba é que a mãe está sempre aqui para ela. Tive o melhor dos exemplos de como ser uma mulher com M grande, a minha mãe.






