quarta-feira, 15 de junho de 2016

Sou uma Pãe

Ora, eu tenho post's guardados sobre o parto, sobre amigas, sobre uma série de coisas. Mas fica para outra altura, hoje vou-vos falar um pouco de mim

Sou mãe de primeira viagem, da minha pestinha de 16 meses. Não trocava por nada é certo, mas sou mãe e pai.
Não, o pai não nos abandonou calma! Acontece que trabalha fora e só vê a pequena de tempos a tempos. Vem duas a três vezes por ano de Angola, tal como os meus pais que também lá estão.

Não é fácil, para nenhuma das partes. Para eles que não vêem a menina sem ser por fotos, pois fizeram o sacrifício de ir trabalhar longe, e para mim que estou afastada de metade da família. A solidão muitas vezes toma conta do meu estado de espírito porque convenha-mos, não dá para ter uma conversa séria com a minha filha. Às vezes a companhia faz falta, até porque nem tenho muitas amigas aqui (mas isso falamos noutra altura). Muitas vezes pergunto-me se estou a fazer o mais correcto, se tomei a opção certa para a miúda, se não devia fazer assim ou assado...dúvidas atrás de dúvidas. Mas sim, muitas vezes sinto-me desamparada, mais do que aquelas que devia, mas sou a mãe dela. Nessas alturas há que afastar as dúvidas e arregaçar as mangas. Quando é uma queda, a raridade de ela não querer comer, os dentes, tenho de ser mais forte do que sou e continuar. A única coisa que eu quero que ela saiba é que a mãe está sempre aqui para ela. Tive o melhor dos exemplos de como ser uma mulher com M grande, a minha mãe.

A todas as mães, que são pães (paí e mãe), o meu mais sincero abraço e aplauso, desdobram-se em dois, e fazem sacrifícios. Mas amor não falta a esse bebé.



Imagem retirada do site successpraxis.com



terça-feira, 14 de junho de 2016

Maquinetas de gastar dinheiro

Ao que parece, pelo menos para já, não vou ter de gastar dinheiro nessas coisas que se põe as moedas e os miúdos andam. Pus a Laura numa hoje e ela tremia por todo o lado. Agarrou-se com força e tirei-a de lá. Abraços e mimos e passou.




Mais uns anos e chora porque quer andar.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Quem compra isto? Nº2

Aqui ha uns tempos fiz uma publicação sobre o perfume com cheiro a plasticina, e hoje como não sabia o que escrever, lembrei-me que o perfume não era a única coisa estranha que vi.

Estão prontos? Estão?




Imagem tradeboss.com


Chama-se WhyCry, e para que serve? Para nos dizer porque é que o bebé está a chorar. Pois, eu pensei, então mas nem eu as vezes sabia a maquina vai saber?
Tem as categorias: aborrecido, com sono, com fome, chateado, e stressado. Ora bem, então e fralda suja? Com medo?
A mim isto parece mais uma coisa daquelas coisas que ninguém sabia o que inventar, e pronto. Sai esta beleza. O mundomesta louco...qualquer dia inventam um que traduz literalmente o choro do bebé.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Calor

Sempre apareceu, e veio em grande o malandro. Podia ter avisado. A miuda tem dormido mal, sente-se incomodada com tanto calor, e dorme só de fralda...





Que mais se pode fazer? Ao menos dorme fresquinha 😉

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Chucha

Adoro a chucha. A pessoa que a inventou era um gênio!
A Laura usa chucha desde cedo, aliás ainda na maternidade usou. Nas noites complicadas com cólicas, a chucha era a minha melhor amiga. Quando lhe começaram a nascer os dentes, ela esfregava a chucha nas gengivas.
Hoje em dia, com 16 meses ainda usa chucha. Para dormir e para brincar. Quando está triste, colinho e chucha resultam sempre. Quando dorme mal...tantas ocasiões.
Por isso, caras pessoas que gostam de dar bitaites, quando virem a minha filha com a chucha na boca, não digam "é caca.", "dá para deitar fora", "vai para o lixo", ou mesmo "já és grande".
Não, ela não é grande, a chucha não é caca é uma amiga, e amigas não se deitam fora. Com esses comentários só me vão confundir a miúda, e estejam descansados que duvido que ela com 15 anos vá para o secundários de chucha. Quando ela não quiser mais a chucha, nós guardamos.



Imagem littleduckies

sábado, 21 de maio de 2016

Henrique, o gato palerma

Acho que já falei nuns desenhos do babytv, senão falei e não estão bem haver o que é vou mostrar.






Ora o gato é o Henrique e o outro com ar de parvito é o Jorge. Os bonecos resumem-se a isto: o Henrique tem fome (e sim, o gato fala na terceira pessoa), e decide ir comer ao restaurante. Chega lá lê a ementa toda e adivinhem? Escolhe sempre o raio do prato que não há na ementa. Pessoalmente eu já tinha desistido de lá ir. O gato quer limonada "oh desculpa Henrique mas nós não temos limões", o gato quer uma sandes "oh desculpa Henrique mas hoje não há pão", o gato quer uma salada "oh desculpa Henrique mas hoje não tenho alfaces"...estão a ver aonde quero chegar? Mas há mais. O gato vai por norma à mercearia porque é lá que o Jorge compra as coisas, chega à mercearia também não há. Mandam-no aonde? Ao Sr. João do camião. Chega ao Sr. João ele já vendeu tudo, e este é o único amigo do gato. E porquê? Porque é o único que lhe diz realmente aonde ele pode encontrar o que raio ele ande à procura. Depois disso vai lá à quinta ou onde seja, e crava sem grandes rodeios "O Henrique tem fome. Será que pode dar um melão ao Henrique? Por favor", e pimbas sai de lá com o que pediu. Ainda hei-de exprimentar isto, tudo o que ele pede dão. Mas porque é que ele não vai directamente à quinta?
Eu é que já descobri a tramóia aqui. Isto funciona assim: o Jorge não faz as compras, ou não quer fazer. E então decide que o gato pode muito bem ir buscar. Também nunca o vi a dar dinheiro para ele comprar as coisas, mas também não vi o gato pagar, ou preços na ementa.


Eu percebo, isto serve para mostrar aos miúdos de onde vêm os alimentos, eu percebo. Mas o Henrique já ia a outro lado comer.

Ps: antes que digam algo, este texto foi feito na brincadeira. Se formos a ver bem quase boneco nenhum faz sentido ;)




segunda-feira, 16 de maio de 2016

Birras

A Laura anda numa fase, digamos, difícil. As "birras" (não acredito que se deva dizer birra, simplesmente contrariamos a criança e ela ainda não se sabe expressar de outra forma).
Ora eu às vezes digo que não, depois explico o porque não, mas a minha filha é tão rápida e tão mexida que admito que lhe digo não mais vezes do que gostaria.
Quando isto acontece podem suceder 4 coisas:
A Laura atira-se para o chão,
Sai a reclamar da divisão da casa onde estamos (esta é a mais frequente),
Bate os pés,
Olha para mim e faz ar de choro.



Imagem babydickey.com


E agora a pergunta: então e tu não fazes nada?
Não. Não faço nadinha. Simplesmente ignoro. Não vou reforçar este comportamento. Deixo-a expressar-se, claro que se vir que ela está a magoar-se de alguma forma tiro-a, e não ligo caso estejamos em público, a filha é minha e as pessoas ultimamente teem muito o vício de julgar. Olhem, comentem, não importa. Eu sei como agir, e se a senhora no pingo doce pensa "havia de ser comigo, levava uma palmada", então tenho pena de si, porque a palmada não vai resolver nada. A criança provavelmente só vai chorar mais.

Quando ela para com a "birra", falo com ela. Explico o porquê, que é perigoso, magoa-se e por aí a fora, e dois minutos depois já não é nada com ela. Já quer colo, brincar, trepar, pelo menos até à próxima vez   que a contrarie.
Não vou gritar ou ficar chateada com um bebé de 15 meses que não entende tudo o que se passa à sua volta. Isto é uma fase, e antes de passar vai piorar, mas a vida de mãe é assim. E não a trocava por nada <3