Olá!!
Ao fim de 6 meses ausente (6? 7? não tenho a certeza), decidi dar uma volta no blog e voltar. Mudámos o nome, mudámos o look, basicamente fizemos reset.
Passámos uma fase complicada depois do ataque do cão , não tanto ela confesso. Não tinha disposição para escrever, não me apetecia sair. E isto porque a minha filha tinha uma cicatriz enorme no olho. As pessoas olhavam e apontavam, faziam perguntas indelicadas, não estou a falar de curiosidade isso eu entendo mas de coisas como me perguntarem se a miúda foi atropelada!
Entretanto também comecei a trabalhar, ela começou na escolinha, e o tempo era cada vez menos. Mas como eu nunca fui de baixar os braços, e recebi tantas mas tantas mensagens a perguntar quando podia pelo menos escrever no blog...vamos lá voltar com isto.
Portanto espero que se divirtam com os meus devaneios (acreditem ainda são alguns) e as traquinices da minha peste.
Neuza
quinta-feira, 10 de agosto de 2017
sábado, 17 de dezembro de 2016
Tintas para o banho
Aqui há uns tempos publiquei uma foto da Laura no banho, com uma tinta vermelha. Perguntaram-me como se fazia, por isso achei melhor criar um post sobre isso. A receita foi-me dada por uma amiga minha, mas o pequeno dela não gostou muito da ideia, por isso é melhor testarem se eles acham piada ou não antes de fazerem garrafas disto.
100ml de água morna
4 colheres de farinha
Corante a escolha
E é só misturar. Fiz umas quantas de corante vermelho. Sai lindamente da banheira sem ser preciso esfregar.
Divertem-se eles e vocês com as reações.
Depois disto foi banhoca, a tinta também sai bem de cima dos miúdos 😉
terça-feira, 15 de novembro de 2016
Adaptação à creche
Começou, posso-vos dizer que andei semanas nervosa com isto. Só de saber que ia estar horas longe da miúda ficava nervosa, mal-disposta mesmo.
Mas tinha de ser, ela tem de iniciar a escola, e eu tenho de voltar a trabalhar. Então ontem lá começou com a adaptação. Ficou 2 horas, correu bem. Assim que a deixei foi a correr para a sala dela (já sabia que estava cheia de brinquedos das visitas que fizemos) não me deu um beijo e nem perguntou por mim. Seria de esperar que uma criança pouco dada a estranhos e habituada à mãe em exclusivo por 21 meses fosse estranhar não é? Mas não! Nada. Só ficou chateada, e estava naquele "choro" dela quando é contrariada quando cheguei. Colinho e mimo e passou.
Hoje de manhã ficou bem novamente, mas de novo não tive direito a beijo! Quando viu os colegas a correr começou a rir-se, mas quis a chucha que a educadora tinha na mão. A chucha é o miminho. Depois de almoço ligaram a dizer que a podia ir buscar. Chegando lá a filha estava a brincar, passou por mim e quando viu "Olha mamã andas aqui" (sim amigas isto sou eu a pensar que é o que a minha filha me dirá) quis colo.
Comeu lindamente, um dos meus medos era esse. E comeu sozinha como andava-mos a treinar. Claro que esta última parte se nota na roupa não é...chegou a casa a dormir.
Amanhã será a parte mais complicada, a soneca. Mas parece que a minha filha gosta de contrariar o meu pensamento e deixar-me mal vista, portanto se calhar a coisa até corre bem!
Mas tinha de ser, ela tem de iniciar a escola, e eu tenho de voltar a trabalhar. Então ontem lá começou com a adaptação. Ficou 2 horas, correu bem. Assim que a deixei foi a correr para a sala dela (já sabia que estava cheia de brinquedos das visitas que fizemos) não me deu um beijo e nem perguntou por mim. Seria de esperar que uma criança pouco dada a estranhos e habituada à mãe em exclusivo por 21 meses fosse estranhar não é? Mas não! Nada. Só ficou chateada, e estava naquele "choro" dela quando é contrariada quando cheguei. Colinho e mimo e passou.
Hoje de manhã ficou bem novamente, mas de novo não tive direito a beijo! Quando viu os colegas a correr começou a rir-se, mas quis a chucha que a educadora tinha na mão. A chucha é o miminho. Depois de almoço ligaram a dizer que a podia ir buscar. Chegando lá a filha estava a brincar, passou por mim e quando viu "Olha mamã andas aqui" (sim amigas isto sou eu a pensar que é o que a minha filha me dirá) quis colo.
Comeu lindamente, um dos meus medos era esse. E comeu sozinha como andava-mos a treinar. Claro que esta última parte se nota na roupa não é...chegou a casa a dormir.
Amanhã será a parte mais complicada, a soneca. Mas parece que a minha filha gosta de contrariar o meu pensamento e deixar-me mal vista, portanto se calhar a coisa até corre bem!
terça-feira, 25 de outubro de 2016
E se fosse comigo?
Esta história do bebé que desapareceu mexeu muito comigo. Mexeu sim.
Fiquei a pensar imenso tempo ontem "O que é que eu fazia?".
Todas nós mães já deixámos os miúdos sozinhos nem que fossem 30 segundos para ir a casa-de-banho, adiantar o jantar, atender o telefone...todas! Não acredito em melhor mãe do que, não. Acredito que há mulheres que nasceram para ser mães e mulheres que não o mereciam tão pouco.
Mas agora vamos lá a ver, se fosse comigo? A Laura já ficou sozinha a brincar na sala, não na rua, mas na sala. Podia acontecer. O muro daqui de casa não é assim tão alto, alguém podia entrar. A agonia que aquela mãe sentiu não me deixou descansar bem a noite toda. Fiquei a olhar para a minha filha imenso tempo, porquê?
Porque é que estas coisas acontecem? Eles são seres inocentes, quem deve sofrer somos nós pais, não os filhos...O que aquele menino passou sozinho a noite toda, fico mal disposta só de pensar.
Graças a Deus encontraram-no, e está bem (a história não faz 100% de sentido, mas isso agora não é o importante). Esta história teve um final feliz, e não sei quanto a vocês, mas eu não desviei os olhos da minha filha hoje!
Fiquei a pensar imenso tempo ontem "O que é que eu fazia?".
Todas nós mães já deixámos os miúdos sozinhos nem que fossem 30 segundos para ir a casa-de-banho, adiantar o jantar, atender o telefone...todas! Não acredito em melhor mãe do que, não. Acredito que há mulheres que nasceram para ser mães e mulheres que não o mereciam tão pouco.
Mas agora vamos lá a ver, se fosse comigo? A Laura já ficou sozinha a brincar na sala, não na rua, mas na sala. Podia acontecer. O muro daqui de casa não é assim tão alto, alguém podia entrar. A agonia que aquela mãe sentiu não me deixou descansar bem a noite toda. Fiquei a olhar para a minha filha imenso tempo, porquê?
Porque é que estas coisas acontecem? Eles são seres inocentes, quem deve sofrer somos nós pais, não os filhos...O que aquele menino passou sozinho a noite toda, fico mal disposta só de pensar.
Graças a Deus encontraram-no, e está bem (a história não faz 100% de sentido, mas isso agora não é o importante). Esta história teve um final feliz, e não sei quanto a vocês, mas eu não desviei os olhos da minha filha hoje!
segunda-feira, 17 de outubro de 2016
Quando sentes que falhaste
Já sei o que vocês me vão dizer: que eu não tenho culpa. Que não tinha como adivinhar o que ia acontecer. Que a vida é assim... Sim eu sei isso tudo, mas adivinham? Eu sinto que a culpa é minha.
Quando a Lau nasceu eu prometi-lhe que a ia proteger de tudo. Que não a ia deixar nunca. Ia impedir que algum mal lhe acontecesse. Comigo estava segura. E isso não aconteceu. Ao contrário, a miúda teve de ficar uma noite no hospital pelo que eu só posso descrever como "falha" maternal. Eu estava ao lado dela e não consegui impedir nada.
Por isso sim, sinto que como mãe falhei. Falhei no meu único propósito, proteger a minha filha. Porque é isso que as mães fazem, as mães afastam o mal, são a segurança dos seus filhos. Para quem é que eles correm quando estão aflitos? Não é para a tia que dá chupas, é para a pessoa que sentem que lhes dá segurança, a mãe.
Ela continua a correr para mim, vá lá, ainda sente que nos meu braços está segura. Mas eu vou sempre sentir que falhei. Esta foi uma semana complicada. Imensos médicos: domingo, segunda, quarta, sexta... a miúda não pode ver ninguém de bata que chora! Foi a pior semana da minha vida, um pesadelo autêntico. Cada vez que olhava para ela continha-me para não chorar, estava ali a minha falha, a filha ia ficar marcada para sempre por minha culpa. Ainda que ela não se vá lembrar disto tudo, e comece a dormir mais tranquila, eu vou sempre saber e lembrar-me do que ela passou.
Sim sim eu sei, não foi culpa minha, teoricamente isso bate tudo certo. Mas como mãe, vou sempre sentir que falhei.
Quando a Lau nasceu eu prometi-lhe que a ia proteger de tudo. Que não a ia deixar nunca. Ia impedir que algum mal lhe acontecesse. Comigo estava segura. E isso não aconteceu. Ao contrário, a miúda teve de ficar uma noite no hospital pelo que eu só posso descrever como "falha" maternal. Eu estava ao lado dela e não consegui impedir nada.
Por isso sim, sinto que como mãe falhei. Falhei no meu único propósito, proteger a minha filha. Porque é isso que as mães fazem, as mães afastam o mal, são a segurança dos seus filhos. Para quem é que eles correm quando estão aflitos? Não é para a tia que dá chupas, é para a pessoa que sentem que lhes dá segurança, a mãe.
Ela continua a correr para mim, vá lá, ainda sente que nos meu braços está segura. Mas eu vou sempre sentir que falhei. Esta foi uma semana complicada. Imensos médicos: domingo, segunda, quarta, sexta... a miúda não pode ver ninguém de bata que chora! Foi a pior semana da minha vida, um pesadelo autêntico. Cada vez que olhava para ela continha-me para não chorar, estava ali a minha falha, a filha ia ficar marcada para sempre por minha culpa. Ainda que ela não se vá lembrar disto tudo, e comece a dormir mais tranquila, eu vou sempre saber e lembrar-me do que ela passou.
Sim sim eu sei, não foi culpa minha, teoricamente isso bate tudo certo. Mas como mãe, vou sempre sentir que falhei.
quarta-feira, 12 de outubro de 2016
O pior dia da minha vida
Não venho cá desde sábado, e a razão é muito simples, domingo de manhã a Laura foi atacada por um cão.
Íamos na rua, 9 da manhã, ela estava bem não estava a fazer nada e o cão do nada deu-lhe uma patada. O que vi primeiro foi sangue, imenso sangue. De seguida percebi que o sangue vinha do olho e ia ficando-me ali. Peguei nela e com a minha tia fomos a correr para o posto que era perto. Chegando ao posto, ela ainda chorava, entramos logo para a pequena cirurgia. A médica (a quem eu tenho de agradecer por ter sido tão amavel) diz-me com toda a calma que vamos ter de ir para Faro. Perguntou se eu queria um calmante, não quis acalmei-me sozinha, chamou a ambulância e lá fomos nós.
Chegando a Faro ela foi directa a triagem. O enfermeiro da triagem foi sempre amável e meigo com as duas. Não faço ideia de como eu parecia as pessoas mas devia Meyer medo. A roupa cheia de sangue, nervosa. E a Laura igual. Limpam-lhe a ferida e chamam a oftalmologia. O médico vem, eu tive de sair da sala. Enrolaram a Laura num lençol para que ela ficasse quieta, e observaram-na. O rasgão na pálpebra não tinha atingido o canal lacrimal e o olho aparentava estar bem, mas eu ia ter de ir para Lisboa. Não faziam cirurgias de oftalmologia sem marcação, e a menina não podia esperar.
14:30 saímos de Faro. Ela dormiu no caminha e chegámos a Lisboa por volta das 17:30. Entro para a triagem novamente. A minha família ficou à espera cá fora, e lá dizem que ela tem de ser vista pelo oftalmologista e cozida pelo cirurgião plástico. Vamos ao oftalmogista mas ele não consegue fazer bem o exame, por esta altura a Laura estava farta de médicos, e não saía do meu colo. Diz que o olho aparenta estar bem. Vamos para a pediatria esperar pelo cirurgião plástico. Ele observa-a e manda levá-la para o S.O. para ser cosida. Entro com ela às 19, a custo conseguem dar a anestesia, e dizem-me que tenho de sair. Esperei, esperei, esperei e nada. Pergunto por ela, não adormecia, estavam à espera. Perto das 21 dizem-me que está, mas ela nunca chegou a adormecer. Ainda chorava ligeiramente quando a vejo. Peguei-lhe ao colo apesar dos fios e sentei-me com ela na cadeira. 22 e qualquer coisa consegui finalmente que ela dormisse. A
Minha família foi para casa, eu fiquei ao lado dela numa cadeira no S.O.
Perto da 1 ela tinha fome, baixinha comido nada desde as 07:30 da manhã. Deram-me um biberon com leite, ela bebeu de seguida. Acordou as 3 para lhe darem o medicamento, e comeu bolachas, bebeu muita água e adormeceu de novo. Acordou as 7, alegre e a querer brincar. Ficou com a alcunha de a fera no hospital. Deram-lhe alta, e às 20 horas já estávamos de novo em casa.
Ela está bem, o olho está negro e um pouco inchado. Mas ela está bem. Não vou entrar em pormenores sobre o cão porque o dono dele não precisa disso também. A minha filha neste momento está bem e feliz e é o que importa. O resto foi um pesadelo que ficou para trás. Não vou pôr fotos dela por uns tempos porque ainda choca um pouco, e custa-me, principalmente porque nestes 2 dias toda a gente apontava, olhava e fazia perguntas sobre o que tinha acontecido. Peço que entendam.
Obrigada a toda a equipa que nos atendeu, nas urgências daqui, no hospital de Faro, e no de Santa Maria. Obrigada aos bombeiros que nos trabsportaram, e principalmente ao bombeiro que nos levou para Lisboa por ter ligado a perguntar por ela. Só tenho de vos agradecer a todos pela calma e paciência que tiveram.
A vocês devo a vida dela 💖
quinta-feira, 6 de outubro de 2016
Andar de carro sozinha
É um desafio, não vou brincar. Já vos falei logo no início do blog como era viajar com um bebé, mas aí referia-me a andar de avião. De carro acho que é mais complicado, principalmente se forem sozinhas.
Fazemos várias viagens de carro só as duas, quer dizer, as duas e a cadela...pelo que tenho de ser o mais prática possível.
A água: fica ao pé de mim, estico o braço ela bebe sozinha e depois paro o carro para lha ir tirar. E faço isto porquê? Porque dar água aos miúdos enquanto se conduz é perigoso, ainda para mais quando só temos 1,57cm e chegamos o banco todo à frente. Tiro-lhe a água para que ela não se molhe toda como já aconteceu tanta vez.
Levo a lancheira com comer: bolachas, fruta, queques...o que conseguir! Vai lhe dar fome a meio do caminho, se possível paramos, se não ela vai comendo.
Bonecos, levo sempre uns poucos. Façam barulho ou não desde que a distraiam.
Mudas de roupa, e é aqui que entra em acção a mala que fica no carro. Preciso de fraldas, tenho lá, toalhitas, roupa... Já me aconteceu a Laura vomitar no meio de nenhures, sentiu-se mal disposta, e ter de parar o carro, limpá-la com agua e toalhitas e vestir uma muda nova.
Chuhas, Normalmente uma fralda com 2 agarradas nas pontas. A história da fralda, um dia conto-vos.
E claro muita água, mesmo muita água!
Depois pomos música e vamos cantando as duas, e falando. Isto se ela for acordada que a minha filha é um cu de sono e ao fim de 2km já ressona.
A água: fica ao pé de mim, estico o braço ela bebe sozinha e depois paro o carro para lha ir tirar. E faço isto porquê? Porque dar água aos miúdos enquanto se conduz é perigoso, ainda para mais quando só temos 1,57cm e chegamos o banco todo à frente. Tiro-lhe a água para que ela não se molhe toda como já aconteceu tanta vez.
Levo a lancheira com comer: bolachas, fruta, queques...o que conseguir! Vai lhe dar fome a meio do caminho, se possível paramos, se não ela vai comendo.
Bonecos, levo sempre uns poucos. Façam barulho ou não desde que a distraiam.
Mudas de roupa, e é aqui que entra em acção a mala que fica no carro. Preciso de fraldas, tenho lá, toalhitas, roupa... Já me aconteceu a Laura vomitar no meio de nenhures, sentiu-se mal disposta, e ter de parar o carro, limpá-la com agua e toalhitas e vestir uma muda nova.
Chuhas, Normalmente uma fralda com 2 agarradas nas pontas. A história da fralda, um dia conto-vos.
E claro muita água, mesmo muita água!
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