sexta-feira, 29 de julho de 2016

Medos de uma mãe de primeira viagem

Mais uma sugestão de tópico. Este é um assunto extremamente sensível. Nem todas sofremos destes medos, e outras sofremos demais com eles. No meu caso eu tinha medo de tudo no primeiro trimestre. Tudo.

O maior medo, e creio que todas nos identificamos com ele será o:

Medo de perder o bebé
Este medo é maior durante a gravidez. Eu não fazia nada sem ordem da médica. Mudei a minha alimentação, fazia tudo direitinho...mas o medo acompanhava-me. E sim, sei que viver com o medo é pior. Mas e ia fazer o quê se não conseguia tirar isso da cabeça?

Medo do parto
Não era o meu maior receio, admito. Mas o de muitas mães que conheço era um grande medo. Eu só queria a epidural (boa não é? Eu que queria a epidural só levei a preparação e ali 5 minutos antes da miúda nascer).

O medo de faltar alguma coisa
Culpadíssima disto. Eu comprava tudo o que me impingiam. Tudo. "Ah olhe esta toalha de banho faz maravilhas, seca os miúdos e veste-os", "Olhe este babete vai fazer mais falta que os outros", "Estas traquitanas que eu desconheço para o que servem vão-lhe fazer imensa falta quando a menina nascer". Sim, é verdade. Acho que se não fosse a minha mãe já era dona de umas lojas de puericultura.

Medo de não saber lidar com o bebé
Sim, eu sofri isto. Ok, vou ter um bebé e o que é que eu lhe faço quando começar a chorar? Como é que eu vou saber que choro significa o quê? Valha-nos o instinto materno. Mãe tinhas razão, aprendemos a diferenciar o choro.

Medo da morte súbita
Acho que vivi os primeiros 6 meses da Laura empoleirada de noite no berço dela. Tinha pânico, pânico disto. E depois de ler que o Leite Materno diminui 80% o risco de morte súbita caiu-me tudo. A Laura tomava Leite Artificial. Felizmente correu tudo bem. Mas sei bem é um tema que nós mães nem gostamos de falar.

Medo de ser má mãe
Este é sem sombra de dúvida o maior medo que todas nós temos. Desde o momento em que engravidamos que este pensamento se aloja no nosso cérebro qual sanguessuga e ocasionalmente nos põe em dúvida quanto às nossas escolhas. Tenho uma informação para as grávidas que me leêm e as mães de bebés com menos de 1 ano: o medo perde-se mas a dúvida fica. Todas fazemos asneira todas. Os miúdos crescem, começam a fazer asneira, caem, magoam-se e nós vamo-nos questionando sempre. (Vai na volta sai daqui um bom texto um dia...)


E pronto foi isto, acho que não me esqueci de nada! Não sofri de todos eles, mas da grande maioria sim.




Estou grávida

É capaz de ter sido a coisa que mais disse naquele dia. No espaço de 10 minutos contei há casa toda, contei como quem diz que há minha mãe nem consegui articular frase nenhuma tal era a alegria. Dei-lhe o teste e pronto. Descobri no início da gravidez, com muito pouco tempo.

O meu instinto automático foi jogar as mãos à barriga. Depois de uma série de pensamentos meio descabidos, estava em choque, caí em mim. Pensei "somos 1". Eu tinha alguém a crescer em mim. Tinha outro coração a bater junto com o meu. O calor e a onda de amor que me acertou naquele momento foi tal que não vos sei explicar, parecia que mais nada no mundo era importante. O tempo parou ali.

Tive de parar 5 minutos e meter as ideias em ordem, não conseguia parar de sorrir e de olhar para o teste. Felizmente ainda tudo dormia. Tinha aqueles 5 minutos para me preparar psicologicamente. Tinha 5 minutos para sermos só nós. Só eu e a minha ervilha.

Pensei em tudo o que tinha de fazer, o principal era saber de quanto tempo ao certo estava. Tinha de saber se estava tudo bem com o bebé. O meu bebé, o bebé que crescia dentro de mim. Eu estava a gerar uma vida, bolas, eu era importante! Foi assim que me senti, a pessoa mais importante e amada de sempre. Acho que foi a primeira vez na minha vida que senti amor por mim mesma. Ali soube o que era auto-estima.

Agora tinha de ter cuidado, eu já não estava sozinha. Nada do que fizesse afectava-me só a mim. Contei a toda a gente que estava em casa. Acordei-os mesmo. Durante a manhã falei com familiares, a minha mãe contou a uns, eu a outros. Era uma alegria imensa. Nunca me tinha sentido assim.

Estou grávida. Disse-o o dia inteiro a quem me ligasse. Quer dizer, ao meu pai disse que ele ia ser avô. Acho que ele levou um bocado a assimilar a coisa, mas depois dez-se luz. Mas nenhuma reacção bate a da minha irmã que primeiro se agarrou a mim e depois soltou-me e ficou a olhar para mim como quem diz "Agora não te posso agarrar com força". E chegou à escola deu um grande grito "Vou ser tia"...


Foi um dia incrível sem dúvida, mas mais 244 dias ainda estavam por vir.







10 pensamentos quando descobri que estava grávida

Lancei uma pergunta no facebook: O que gostavam que abordasse aqui no blog.
A Patrícia Moutinho disse: Os primeiros pensamentos que nos ocorrem quando sabemos que estamos grávidas!

Descobri que estava grávida a uma quinta-feira dia 22/05/2014 (hã mãe? Não me lembro do que me perguntaste há 5 minutos mas isto não se esquece). Não contei a ninguém que ia fazer o teste, nem sequer que o tinha comprado. O medo era tanto que nem me atrevi fazer chichi no pauzinho, fiz no copo. Não me entendam mal, eu tinha era medo de não estar grávida. Só estávamos a tentar há um mês. 

Foram os 3 minutos mais longos da minha vida. Qual criminosa ponho a caixa do teste dentro de um saco preto, e saio pé ante pé de casa para deitar o saco no lixo. 2 minutos, só tinham passado 2 minutos. Olha que se lixe eu vou espreitar que já não aguento. E qual não é o meu espanto quando me deparo com um grandessíssimo "Grávida". Isto foi o que sucedeu na minha cabeça no espaço de 2 minutos:

Primeira reacção: 
Wow, já? Foi rápido. (e automaticamente joga-se as mãos à barriga).

Segunda reacção:
Então e agora?

Terceira reacção:
A quem é que eu digo primeiro? Está tudo a dormir...

Quarta:
Será que consigo guardar segredo até ao jantar? Não, eu não me aguento até logo à noite.

Quinta: 
O meu pai? O meu pai nem sabe que eu estava a tentar...bem mas o meu pai está fora. A minha mãe é que vou contar cara a cara.

Sexta:
Então, se for menina? Gostava tanto que fosse menina. Também gostava que fosse menino. E se forem gémeos?

Sétima:
De quanto tempo estou? Tenho de marcar médico para saber se está tudo bem.

Oitava:
Eu tenho de contar a alguém, ainda rebento. Não admira que os soutians não me servissem.

Nona:
Tenho de ter muito cuidado. Não sei nada sobre isto. Melhor comprar uns livros...

Décima:
Quando é que nasce? Oh meu Deus, o parto!!!!!!!!!!!


E resumindo muito a coisa porque senão ficávamos aqui até ao ano que vem, foi assim. E vocês?





Sopa de beterraba

Esta sopa é capaz de ser das sopas que ficam mais lindas. Tenham em conta que depois disto vão ficar com nódoas na roupa que podem tirar usando estas dicas, ah e o cocó vai sair extremamente vermelho. Não se assustem.


Ingredientes:
3 batatas médias
1 alho francês
1 maçã
1 beterraba
1 dente de alho (opcional)



Preparação robô de cozinha:
Colocar os legumes no copo, com água (eu nunca encho muito, faço sempre puré).  Programar a temp.100, vel.1 durante 25 minutos. 
Triturar na vel.4/vel.7 durante 1 minuto. Costumo também pôr no turbo durante 10 segundos.
Antes de servir deitar um fio de azeite a gosto.



Preparação:
Num tacho colocar os legumes previamente arranjados com água 
(eu nunca encho muito, faço sempre puré). Cozinhar durante 25 minutos. Passar pela varinha mágica.
Antes de servir deitar um fio de azeite a gosto.






As receitas aqui apresentadas não dispensam as recomendações alimentares do seu pediatra ou médico de família.

Creme de cenoura com ervilhas

Vamos lá a ver como isto corre. Para primeiros post's vou pôs sopas. De ter em atenção que as sopas da Laura não são líquidas mas sim puré, é a maneira de ela me comer sopa, sempre foi.


2 a 3 doses

Ingredientes:
2 Cenouras
1 Courgete (sem casca)
1/2 Cebola
1 Batata (grande)
1 Dente de alho (opcional)
Ervilhas a gosto


Preparação robô de cozinha:
Colocar os legumes no copo previamente arranjados, à excepção das ervilhas, com água até meio dos mesmos. Colocar as ervilhas na varoma dentro de uma pequena taça, formada com papel de alumínio, e deitar alguma água. Programar a temperatura varoma, vel.1 durante 25 minutos. (Aqui é a parte em que despejo alguma da água para ficar um puré).
Reservar as ervilhas. Triturar na vel.4/vel.7 durante 1 minuto. Costumo também pôr no turbo durante 10 segundos.
Deitar as ervilhas por cima do creme. Antes de servir deitar um fio de azeite a gosto.



Preparação:
Num tacho colocar os legumes previamente arranjados, à excepção das ervilhas, com água até meio dos mesmos. Cozinhar as ervilhas à parte num tacho pequeno (senão vão andar à caça). Cozinhar durante 25 minutos. Passar pela varinha mágica.
Deitar as ervilhas por cima do creme. Antes de servir deitar um fio de azeite a gosto.






As receitas aqui apresentadas não dispensam as recomendações alimentares do seu pediatra ou médico de família.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Carta á minha filha - para leres daqui a uns anos

Olá meu amor

Sei que nem sempre sou a pessoa mais amorosa do mundo, que às vezes me chateio contigo, que nem todos os dias tenho paciência. Que já te fiz chorar porque te disse não quando tu querias muito alguma coisa, já me chatiei e tirei-te de algum lado porque para mim era perigoso, apesar de tu não saberes isso. Sei que hoje não entendes ainda nada disto, mas um dia vais perceber.

A primeira coisa que tens de saber é que a mãe ama-te. Seja ontem, hoje ou amanhã eu amo-te. Nada nem ninguém vai mudar isso! Sim posso ser uma chata, e sim ainda te vou contrariar muito pela tua vida a fora. Mas lembra-te a mãe ama-te.

Não é fácil estar-mos sozinhas as duas, torna tudo mais complicado porque tu há dias que não queres mais ninguém. Mas isso também me sabe bem. Não vou mentir, sabe-me bem quando tu só me queres a mim. O dia que tu me disseres que não queres estar comigo, que vais com a tua amiga não sei onde vai partir-me o coração. Porque lembra-te a mãe ama-te.

Mas também há dias que a mãe precisa de 5 minutos para a cabeça não explodir. Aqueles dias em que tu decides que tens de trepar a mesa. Ou tirar a roupa da máquina. Ou espalhar o comer da cadela. Não, não estou farta de ti meu amor. Só preciso de 5 minutos para não explodir a cabeça. Mas lembra-te a mãe ama-te.

O dia que fores para a escola vai-me custar horrores, às vezes penso nesse dia, a sério. Não é para já claro, mas penso nisso. Porque apesar de dizer que preciso de 5 minutos também não me sei estar horas sem ti. És a minha companhia e eu a tua, as duas enchemos a casa. Eu com brincadeiras para ti e tu com o teu riso a quem ninguém fica indiferente. Vai ser um dia estranho, mas lembra-te a mãe ama-te.

Sei bem, não entendes nada disto para já. Mas um dia mais tarde vais ler isto, e vais entender que não é fácil, mas a mãe sempre fez o melhor para ti, quer tu gostasses ou não. Ainda temos um longo caminho juntas, felizmente isto é só o início. E vou sempre escolher o melhor para ti, sempre. Porque a mãe ama-te.

A mãe ama-te e vai sempre amar-te. 

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Cheirinho a bebé

Adoro, adoro, adoro.

Quando a Laura nasceu esfregava-a em mim não estou a brincar. Cheirava a nuca da miúda, cheirava-a a dormir, acordada sei lá. Parecia que estava viciada naquilo. 

Mas agora tem 18 meses...e ainda cheira 😃

Sim, a minha filha ainda cheira a bebé. Claro já não tem tanto cheiro como quando nasceu, mas os produtos da mustela ajudam muito a que continue a cheirar. Eu admito, dou banho a miuda com as coisas da mustela mais por causa do cheiro do que outra coisa qualquer!

Mas não sabe tão bem aquele cheirinho bom de bebé encostado a nós? Juro que nunca encontrei ninguém que não gostasse. Acho que tem haver com as nossas hormonas.

Mas nunca andei a esfregar os bebés das outras pessoas atenção. Só a minha. Por isso fazia-me alguma impressão quando me cheiravam a miuda. Só faltava dizerem "Não, só mais uma snifadela. Eu mal cheirei hoje". 

Mães ...